Wagner Moura dirigiu Bad Bunny em “Narcos: México”: A colaboração antes do Oscar e do Grammy

Uma parceria inesperada nos bastidores de “Narcos: México”

No início de 2026, os nomes de Wagner Moura e Bad Bunny ecoam com força na temporada de premiações, um com indicação ao Oscar e outro com um Grammy na estante. O que muitos podem não lembrar é que, não faz muito tempo, as trajetórias do ator brasileiro e do artista porto-riquenho se cruzaram em um set de filmagem. A colaboração ocorreu durante a terceira temporada de “Narcos: México”, série que expandiu o universo de tráfico de drogas para além das fronteiras da Colômbia.

Bad Bunny faz sua estreia como ator e Wagner Moura assume a direção

Em 2021, Benito Antonio Martínez Ocasio, o Bad Bunny, fez sua estreia mais proeminente como ator na série, interpretando Arturo “Kitty” Páez. O personagem, um jovem de classe alta envolvido com o infame grupo dos “Narco Juniors” ligados ao Cartel de Tijuana, marcou um passo significativo na carreira do músico. Para Wagner Moura, a experiência foi diferente; após dar vida a Pablo Escobar na série original, ele assumiu o papel de diretor, comandando o terceiro e quarto episódios da terceira temporada de “Narcos: México”, justamente aqueles que contam com a participação de Bad Bunny. Essa não era uma novidade para Moura, que já havia dirigido o longa “Marighella” dois anos antes.

O sucesso de 2026 e a relevância da colaboração

O sucesso atual de ambos os artistas lança uma nova luz sobre essa colaboração. Em 2026, Wagner Moura é um dos indicados ao Oscar de Melhor Ator por sua atuação em “O Agente Secreto”, filme de Kleber Mendonça Filho. Paralelamente, Bad Bunny fez história no Grammy ao conquistar o prêmio de Álbum do Ano com “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, o primeiro disco inteiramente em espanhol a alcançar tal feito.

Mensagens políticas e culturais em comum

De maneiras distintas, as obras que celebram Moura e Bad Bunny em 2026 ressaltam aspectos da identidade e memória latino-americana. “O Agente Secreto” aborda discussões sobre a ditadura militar no Brasil, enquanto “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” valoriza a cultura e a vivência porto-riquenha. Em suas declarações públicas, ambos os artistas conectam seus trabalhos ao contexto político atual dos Estados Unidos, marcado por violência, autoritarismo e políticas anti-imigração. Bad Bunny, ao receber seu Grammy, declarou: “Fora ICE! Não somos selvagens, não somos animais, não somos aliens. Somos humanos e somos americanos.” Moura, por sua vez, comentou a necessidade de alerta diante de situações de violência e autoritarismo, comparando o cenário atual a períodos sombrios de governos fascistas e alertando sobre a complacência diante de pequenas opressões que podem levar ao controle totalitário.

Fonte: super.abril.com.br

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