Venezuelanos tomam ruas de Caracas exigindo libertação de Maduro e Cilia Flores após suposto sequestro pelos EUA

Mobilização em Massa na Capital Venezuelana

Caracas foi palco de intensas manifestações neste domingo, 4 de fevereiro, com cidadãos venezuelanos saindo às ruas para exigir a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. Segundo relatos, o casal teria sido sequestrado na madrugada de sábado (3) por forças estadunidenses. Os protestos, iniciados no dia anterior, expressam veementemente a rejeição a essa ação, classificada como um ataque à soberania e à ordem democrática do país.

Denúncias de Hostilidade Contínua de Washington

Os manifestantes não apenas condenam o suposto sequestro, mas também o enquadram como parte de uma política de hostilidade persistente dos Estados Unidos contra a Venezuela e outras nações da América Latina. Nos últimos meses, têm sido relatadas operações militares estadunidenses no Caribe, com alegações de execuções extrajudiciais sob o pretexto de combate às drogas, além de bloqueios navais e o apreensão de petróleo venezuelano sem amparo legal ou autorização internacional.

Vozes nas Ruas: Respeito e Soberania em Pauta

“Exigimos respeito. Por isso estamos nas ruas, respaldando o nosso presidente Nicolás Maduro. O povo está nas ruas. Aqui estão as mulheres da pátria, as mulheres combatentes. Maduro não está sozinho. Cilia, conta com o povo”, declarou uma participante à Telesur, emissora parceira do Brasil de Fato. Outra manifestante ressaltou a importância da soberania nacional e do retorno do presidente eleito democraticamente. “Queremos o retorno do nosso presidente constitucional, que elegemos democraticamente, com uma participação democrática. O povo está na rua. Maduro e Cilia têm apoio”, afirmou. A natureza pacífica e democrática do protesto foi enfatizada, com um participante pedindo que o comércio permanecesse aberto e reforçando o chamado à paz e à união nacional.

Repercussão Internacional e Posicionamento Oficial dos EUA

Atos semelhantes em repúdio aos ataques militares dos EUA à Venezuela e ao sequestro de Maduro foram registrados em diversas cidades ao redor do mundo, incluindo Washington, Londres, Berlim, Barcelona, Paris, Atenas, Buenos Aires, Rosário, México e Chile. Em Cuba, o próprio presidente Miguel Díaz-Canel liderou manifestações. Em coletiva de imprensa no sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a Casa Branca almeja administrar a Venezuela até uma “transição democrática e justa”, classificando o sequestro de Maduro como um “ataque extraordinário” e expressando interesse no controle do petróleo venezuelano, que alegou ter sido “roubado” dos EUA.

Fonte: www.brasildefato.com.br

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