Petro reage a Trump e defende soberania da América Latina
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, repudiou veementemente as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu uma possível ação militar contra o país latino-americano e acusou Petro de envolvimento com o narcotráfico. Em resposta publicada nas redes sociais, Petro classificou as falas de Trump como “ilegítimas” e “calúnias”, reafirmando a independência e o republicanismo da América Latina.
Acusações de tráfico e intervenção militar sob escrutínio
Trump acusou Petro de “produzir e enviar cocaína” para os EUA e insinuou que o governo colombiano não duraria muito tempo. Em relação a uma eventual intervenção militar, o republicano declarou que a hipótese lhe parecia “boa”. Petro rebateu diretamente, afirmando que seu nome nunca esteve em investigações judiciais sobre narcotráfico e que “não é assim que se ameaça um presidente latino-americano”. Ele também relembrou sua trajetória política, surgida da luta armada e posterior busca pela paz.
Maduro classificado como sequestrado e crítica à política dos EUA
O presidente colombiano também voltou a classificar a detenção do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelas forças americanas como um “sequestro”, argumentando a ausência de base legal para tal ação contra a soberania da Venezuela. Petro ressaltou que nem ele nem sua esposa aparecem em investigações de narcotráfico nos arquivos judiciais colombianos, apesar de meio século de combate às máfias da cocaína.
Alerta contra desestabilização e defesa da integração regional
Petro denunciou uma possível tentativa de desestabilização política articulada por interesses ligados ao narcotráfico e a setores políticos colombianos aliados a Washington. Ele criticou o secretário de Estado de Trump, Marco Rubio, por supostamente desconhecer a Constituição colombiana e reproduzir informações falsas. Petro defendeu a união da América Latina e o fortalecimento de alianças regionais independentes, criticando a postura dos Estados Unidos de tratar a região como “serva ou escrava” e lembrando que “amigos não bombardeiam”. O presidente colombiano ainda destacou as conquistas de seu governo no combate às drogas, como a maior apreensão de cocaína da história, e alertou que operações militares sem inteligência adequada resultam em mortes de civis, perpetuando ciclos de violência.
Fonte: www.brasildefato.com.br
