Trump volta a cogitar ação militar contra Cuba
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reacendeu tensões ao declarar em entrevista à Fox News que intervenção militar em Cuba seria uma possibilidade e que “muitas coisas vão acontecer em Cuba nos próximos dois meses”. Questionado sobre a natureza dessas ações, Trump foi direto: “Poderíamos fazer isso com Cuba. Obviamente, não seria difícil para nós.” As declarações surgem em um cenário de crescente pressão diplomática e econômica de Washington sobre a ilha caribenha.
Bloqueio energético e sanções secundárias apertam cerco dos EUA
Desde o final de janeiro, o governo Trump tem intensificado o bloqueio energético contra Cuba, ameaçando sanções a países que forneçam petróleo à ilha. Paralelamente, os Estados Unidos têm ampliado as chamadas “sanções secundárias”, mirando entidades e empresas não americanas que mantêm relações comerciais com o governo cubano. Essas medidas já levaram à saída de companhias importantes em setores como turismo e exploração mineral.
Comparações com a Venezuela e interesse em recursos naturais
Durante a entrevista, Trump comparou a situação cubana com a da Venezuela, destacando a riqueza em petróleo e ouro venezuelana. “Estou de olho em Cuba. Muitas coisas vão acontecer em Cuba nos próximos dois meses, mas não a vejo como a Venezuela. A Venezuela tem enormes quantidades de petróleo. Poderíamos fazer isso com Cuba. Obviamente, não seria difícil para nós”, afirmou. Ele ressaltou o potencial econômico da Venezuela, descrevendo-a como “ouro” e um dos “terrenos mais valiosos do mundo”.
Havana acusa EUA de “bater os tambores da guerra”
As declarações de Trump ecoam vazamentos recentes do Pentágono à CBS News, que indicariam a avaliação de opções militares contra Cuba, incluindo um possível ataque aéreo. Em resposta, o vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, acusou Washington de “bater os tambores da guerra”. Por meio das redes sociais, Cossío questionou a falta de justificativa para uma “aventura bélica” contra o povo cubano, que não atacou nem ameaçou os Estados Unidos. Desde janeiro, o Pentágono tem sido associado a vazamentos de supostos planos militares contra a ilha, gerando preocupação em Havana.
Fonte: www.brasildefato.com.br
