Revolução Venezuelana Resiste à “Operação Determinação Absoluta” de Trump e Desmente Narrativa de Traição

Golpe de Estado e Guerra Psicológica

A recente “Operação Determinação Absoluta”, que incluiu um ataque aéreo e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, representa uma escalada significativa nas tentativas de mudança de regime contra a Venezuela, segundo análise do Brasil de Fato. O artigo destaca que, apesar da superioridade militar dos EUA, a operação pontual, em vez de uma invasão em larga escala, revela limitações impostas pela resistência popular e pela relutância de Washington em se envolver em um conflito prolongado, lembrando os fracassos no Iraque e Afeganistão.

Fragilidades do Imperialismo e Assimetria de Poder

A decisão de Trump de optar por uma estratégia de “decapitação” é vista como um reconhecimento tácito da solidez do Estado venezuelano. A operação, que envolveu mais de 150 aeronaves e forças especiais, demonstra a assimetria de poder, mas também a fragilidade política do imperialismo. A resistência heroica da segurança presidencial, com baixas significativas, confirma o caráter de ato de guerra, desmentindo a ideia de rendição e a capacidade da multipolaridade atual de proteger a soberania do Sul Global.

Desmontando a Narrativa de Traição

A subsequente guerra psicológica, que buscou semear divisões ao acusar suposta traição dentro da liderança revolucionária, é classificada como falsa e sem provas, seguindo um padrão clássico de operações psicológicas estadunidenses. A trajetória revolucionária da família Rodríguez e de Maduro é enfatizada, com décadas de luta e compromisso, tornando a narrativa de traição inverossímil. A continuidade do governo, com a estabilização das instituições e a exigência de prova de vida de Maduro, demonstrou a solidez do Estado Bolivariano.

Resiliência e Recuo Tático

A afirmação de Delcy Rodríguez sobre a existência de um único presidente, reafirmando a soberania nacional, forçou recuos de figuras do governo dos EUA. O artigo compara a situação atual com o Tratado de Brest-Litovsk assinado por Lenin, argumentando que eventuais acordos econômicos não configuram traição, mas sim um recuo tático sob pressão para preservar o poder estatal revolucionário. A revolução, embora tenha sofrido um golpe, é descrita como um processo histórico, coletivo e popular que permanece vivo.

Fonte: www.brasildefato.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *