PGR envia parecer ao STF sobre investigações envolvendo Banco Master e família Bolsonaro
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a notícia-crime que apura repasses do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para a produção do filme “Dark Horse”, que retrata a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018. Em parecer enviado à Corte, a PGR sugere que a investigação seja conduzida pelo ministro André Mendonça, e não pelo ministro Alexandre de Moraes.
Deputado Lindbergh Farias pede ampliação de inquérito contra Eduardo Bolsonaro
A solicitação original partiu do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que pediu a ampliação do escopo de um inquérito policial. O objetivo é apurar se os recursos destinados à produção do filme “Dark Horse” foram utilizados para custear despesas de moradia e lobby de Eduardo Bolsonaro em Washington D.C. A notícia-crime foi apresentada em decorrência da articulação de Eduardo nos Estados Unidos em prol de sanções a autoridades brasileiras.
Moraes encaminha caso para decisão do presidente do STF após parecer da PGR
Em resposta à notícia-crime, o ministro Alexandre de Moraes solicitou um parecer da PGR sobre qual procedimento adotar. A Procuradoria argumentou que o episódio em questão já é objeto de um procedimento próprio no STF, sob a supervisão do ministro André Mendonça, que é o relator do inquérito que investiga o Banco Master por fraude ao Sistema Financeiro Nacional. Diante do posicionamento da PGR, Moraes determinou o desentranhamento da notícia-crime e seu envio ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, para que decida se a matéria permanecerá sob sua relatoria ou se será transferida para o relator do caso Master.
Vazamentos de áudios e mensagens expõem pedido de recursos para o filme
A notícia-crime de Lindbergh Farias baseou-se em mensagens de texto e áudios divulgados pelo portal Intercept Brasil. Neles, Flávio Bolsonaro aparece solicitando recursos a Daniel Vorcaro para a produção de “Dark Horse”, mencionando a necessidade de cerca de R$ 134 milhões para gravações e pagamento de atores, tendo recebido aproximadamente R$ 61 milhões em seis parcelas. Os documentos também indicariam a participação de Eduardo Bolsonaro e da empresa GoUp Entertainment, juntamente com o deputado Mario Frias, na gestão financeira da produção. Eduardo teria, ainda, orientado Vorcaro sobre como enviar recursos para os Estados Unidos sem levantar suspeitas das autoridades alfandegárias. Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Mario Frias negaram as acusações, afirmando que os pedidos de recursos foram regulares, de natureza privada e anteriores a quaisquer suspeitas contra Daniel Vorcaro.
Fonte: www.congressoemfoco.com.br
