Tensão crescente no Oriente Médio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o envio de uma “enorme esquadra armada” para a região do Irã, afirmando que os militares estão “prontos” para “cumprir sua missão”. Em resposta, o governo iraniano declarou disposição para o diálogo, mas alertou que, se pressionado, “responderá como nunca antes”, elevando ainda mais a tensão no Oriente Médio.
EUA priorizam acordo nuclear, ignorando custos regionais
Segundo o professor de Relações Internacionais Reginaldo Nasser, da PUC-SP, o principal objetivo dos EUA é forçar o Irã a assinar um acordo nuclear. No entanto, Nasser critica a falta de preocupação dos EUA com o impacto da escalada na vida dos habitantes da região. “Para os EUA, o custo não é alto. Mas é alto para quem mora na região, e os EUA estão pouco se lixando com isso”, afirmou em entrevista ao Conexão BdF.
Riscos de ataque e reações
Analistas iranianos e a própria movimentação de potências como a Rússia, que iniciou a retirada de cidadãos de áreas próximas a usinas nucleares, indicam a possibilidade real de um ataque. “Ao que tudo indica, pode ter um ataque, sim”, resumiu Nasser, ponderando que o tipo e o alvo do ataque, bem como as consequências da reação iraniana, são incertos.
Europa alinha-se aos EUA, aumentando pressão
Potências regionais como Arábia Saudita e Catar acompanham a situação com apreensão, contrariando a abertura de novos conflitos. A Europa adicionou mais lenha na fogueira ao incluir a Guarda Revolucionária do Irã em sua lista de organizações terroristas. Nasser considera essa postura europeia um reflexo do alinhamento histórico com os EUA em relação ao Irã. A Guarda Revolucionária, que possui forte caráter político e controle de investimentos, é vista como o principal ator na eventual reação iraniana, dada sua capacidade de retaliação.
Fonte: www.brasildefato.com.br
