Logística e Organização Eleitoral
Mais de 27 milhões de eleitores peruanos estão aptos a votar neste domingo (7) no segundo turno das eleições presidenciais. As autoridades eleitorais afirmam que o processo transcorre dentro da normalidade, apesar de alguns atrasos pontuais registrados no início da votação. A logística de votação foi distribuída por todo o território nacional, com a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (Onpe) acompanhando em tempo real o funcionamento dos locais e a distribuição de materiais, especialmente para regiões mais distantes.
Segurança e Acompanhamento Intensificados
O pleito deste domingo ocorre em um contexto de maior vigilância, após o primeiro turno ter sido marcado por atrasos na instalação de mesas eleitorais e denúncias de irregularidades. Em resposta às críticas, o Júri Nacional de Eleições (JNE) anunciou medidas adicionais de fiscalização e acompanhamento. Um forte esquema de segurança foi implementado, com mais de 100 mil integrantes das Forças Armadas e da Polícia Nacional mobilizados para garantir a ordem durante o processo.
Disputa Polarizada entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez
O segundo turno presidencial opõe a candidata de direita Keiko Fujimori, do partido Força Popular, e o candidato de esquerda Roberto Sánchez, do Juntos por el Perú. A disputa tem sido marcada por uma forte polarização política e um equilíbrio apontado pelas pesquisas. Ambos os candidatos fizeram apelos à participação popular durante a manhã. Sánchez, ao votar, convocou os eleitores a participarem com “consciência e esperança”, enquanto Fujimori destacou a mobilização de fiscais de seu partido para acompanhar a votação.
Temas Centrais da Campanha: Segurança e Reformas Estruturais
A campanha eleitoral foi dominada pelo debate sobre segurança pública e criminalidade, temas que ganharam centralidade diante do aumento da extorsão e da atuação de organizações criminosas. Keiko Fujimori defendeu o endurecimento das políticas de combate ao crime e o fortalecimento das forças de segurança, prometendo restaurar a ordem e combater o crime organizado. Por outro lado, Roberto Sánchez focou sua campanha na defesa de mudanças estruturais para enfrentar desigualdades sociais e combater a corrupção, propondo a convocação de uma Assembleia Constituinte e uma reforma judicial. A expectativa agora se volta para a divulgação das pesquisas de boca de urna e dos primeiros boletins de apuração, que deverão indicar o vencedor ainda nesta noite.
Fonte: www.brasildefato.com.br
