Trump Retira EUA de 66 Organizações Internacionais, Incluindo 31 Vinculadas à ONU, Citando Falta de Interesses Nacionais

Trump Assina Decreto de Retirada

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, formalizou nesta quarta-feira (7) a saída do país de 66 organizações internacionais. A medida, oficializada por meio de um decreto, afeta diretamente 31 entidades ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o documento assinado por Trump, a retirada se deve ao fato de essas organizações não mais servirem aos “interesses” nacionais americanos.

Organizações Afetadas Cobrem Diversas Áreas

As entidades impactadas pelo decreto presidencial atuam em setores cruciais como proteção ambiental, direitos humanos e direitos trabalhistas. A justificativa de Trump para a medida é clara: “Determinei que é contrário aos interesses dos Estados Unidos permanecer como membro, participar ou, de qualquer outra forma, fornecer apoio às organizações listadas na seção”, declarou o presidente no documento oficial. Entre as áreas de atuação das organizações afetadas estão temas como mudanças climáticas, diversidade e direitos dos trabalhadores.

Histórico de Desligamentos e Controle de Financiamento

Esta não é a primeira vez que a administração Trump suspende o apoio a organismos internacionais. Durante seu primeiro mandato, o presidente já havia retirado o financiamento e a participação dos EUA em agências como a Organização Mundial da Saúde (OMS), especialmente em um momento crítico como a pandemia de COVID-19. Outras entidades impactadas anteriormente incluem a Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA), o Conselho de Direitos Humanos da ONU e a UNESCO. O republicano tem exercido um controle mais rigoroso sobre o pagamento das contribuições americanas à ONU, selecionando quais operações e agências estão alinhadas com sua agenda.

Lista Abrangente de Organizações Afetadas

O decreto abrange uma vasta gama de organizações, incluindo aquelas focadas em energia limpa, cooperação ambiental, educação, combate a ameaças híbridas, pesquisa rodoviária, liberdade online, resiliência comunitária, contraterrorismo, cibersegurança, migração e desenvolvimento. Além disso, instituições ligadas à pesquisa sobre mudanças climáticas, biodiversidade, patrimônio cultural, direito do desenvolvimento, energias renováveis, artes e cultura, democracia, justiça e direitos humanos também foram incluídas. Na esfera da ONU, a retirada afeta departamentos de assuntos econômicos e sociais, comissões regionais (como a da África e da América Latina), direito internacional, tribunais penais, comércio, assuntos africanos, proteção a crianças em conflitos, consolidação da paz, igualdade de gênero, assentamentos humanos, formação e pesquisa, gestão de recursos hídricos e oceânicos, além do Fundo de População e do registro de armas convencionais.

Fonte: www.brasildefato.com.br

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