Trump e Petro conversam por telefone em meio a tensões diplomáticas; Colômbia defende diálogo com EUA

Diálogo em meio a escalada retórica

Em uma tentativa de amenizar a escalada retórica entre Colômbia e Estados Unidos, o presidente colombiano Gustavo Petro e o ex-presidente Donald Trump conversaram por telefone nesta quarta-feira (7). Trump, em publicação nas redes sociais, descreveu a ligação como uma honra e afirmou que Petro desejava explicar a situação das drogas e outras divergências entre os países. O republicano também sinalizou a possibilidade de um encontro em breve, com tratativas a cargo do secretário de Estado, Marco Rubio.

Contexto de tensão e defesa da Venezuela

O atrito entre os governos se intensificou após Petro defender a Venezuela em resposta a ações dos Estados Unidos, como o sequestro do presidente Nicolás Maduro e bombardeios em Caracas. Em retaliação, Trump chegou a sugerir que uma ação similar poderia ser tomada contra a Colômbia, atacando diretamente Petro e o acusando de ser o “chefe do narcotráfico”. Petro, por sua vez, rebateu as acusações, afirmando que Trump foi “enganado” e que a situação da Venezuela também foi tema da conversa.

Mobilização na fronteira pela soberania

Paralelamente à conversa telefônica, centenas de manifestantes se reuniram em Cúcuta, cidade colombiana na fronteira com a Venezuela, para um ato em defesa da soberania nacional e latino-americana. A manifestante Carmen Gutierrez expressou o sentimento de ameaça diante das declarações de Trump sobre interferência no país. “Nós nos sentimos ameaçados. Trump, em diversas ocasiões, manifestou seu desejo de interferir no nosso país”, declarou ao Brasil de Fato.

Solidariedade à Venezuela e alerta à Colômbia

Embora o foco principal fosse a soberania colombiana, a solidariedade à Venezuela também marcou o ato em Cúcuta. Manifestantes como Gutierrez veem os ataques contra Caracas como um risco para todo o continente. O físico Juan Eduardo, presente no ato, embora crítico ao governo Maduro, ressaltou a inaceitabilidade da violação da soberania nacional. Ele alertou para o perigo real que a Colômbia corre, lembrando as declarações de Trump sobre intervenção e a ação direta contra o território venezuelano. “Não se pode esquecer as declarações de Trump sobre intervir na Colômbia. Não são declarações isoladas. Agora houve uma ação direta. Não são apenas palavras”, pontuou.

Fonte: www.brasildefato.com.br

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