Narrativa de Trump busca impacto no mercado
A persistente narrativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã, que segundo ele estaria interessado no fim da guerra, é uma estratégia para influenciar positivamente o mercado financeiro, de acordo com a analista internacional Amanda Harumy. Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, Harumy ressalta que essa projeção de continuidade do conflito visa criar uma percepção de estabilidade econômica.
Desconfiança e estratégia iraniana
A analista destaca a falta de cumprimento de cessar-fogos e as contradições nas falas de Trump, que segundo ela, diminuem a credibilidade de suas declarações. Fontes iranianas, por outro lado, negam a disposição de Teerã em encerrar o conflito, afirmando o compromisso com a defesa de sua soberania. Harumy explica que o Irã tem utilizado uma estratégia geopolítica para resistir à pressão americana, controlando a tensão do conflito e desestabilizando o oponente, mesmo diante de uma potência bélica.
Paquistão como representante chinês
Nesse cenário, o Paquistão emerge como um ator diplomático relevante, representando os interesses da China. Harumy aponta que Pequim busca o fim do conflito devido aos seus impactos no acesso a recursos energéticos vitais para a economia asiática, como petróleo e gás natural. A China, segundo a analista, prefere atuar por meio de intermediários a se envolver diretamente nas negociações.
Conflito no Oriente Médio: um projeto de poder
A analista compara o impasse entre Irã e EUA com os ataques de Israel ao Líbano, que já causaram mais de duas mil mortes. Para Harumy, ambos os cenários são capítulos de um mesmo contexto de disputa por poder no Oriente Médio, associado à busca pela “Grande Israel” e pelo controle de vastos recursos naturais e energéticos na região, uma dinâmica que, segundo ela, se estende há muito tempo sob interesse dos Estados Unidos.
Fonte: www.brasildefato.com.br
