Proteção à Indústria Nacional Reforçada
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (16) um fortalecimento das medidas de proteção à indústria nacional e aos exportadores brasileiros diante do recente anúncio de tarifas sobre produtos nacionais pelos Estados Unidos. Em coletiva de imprensa, ministros classificaram as sobretaxas como “injustas” e detalharam as ações que serão implementadas.
Plano Brasil Soberano e Lei da Reciprocidade
O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo já possui instrumentos para minimizar os efeitos das tarifas sobre empresas e trabalhadores. “Já temos prontos os mecanismos de proteção das nossas empresas e nossos empregos”, declarou Durigan. Ele adiantou que os setores afetados serão consultados para ampliar e reforçar o Plano Brasil Soberano. A aplicação da Lei da Reciprocidade “na hora adequada” também foi mencionada, enquanto os canais diplomáticos permanecem abertos.
Apoio a Empresas e Exportadores
Segundo Durigan, as linhas de apoio ao setor produtivo já foram testadas com sucesso em ocasiões anteriores. “O que vamos fazer é ouvir os setores e reforçar as linhas já existentes”, explicou. O secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, classificou as tarifas como “injustas” e destacou que a prioridade é proteger os segmentos atingidos. Estima-se que cerca de 2,4 mil empresas exportadoras, especialmente dos setores de madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, cerâmica, calçados e açúcar, possam ser impactadas.
Diminuição da Dependência do Mercado Americano
Márcio Elias Rosa também ressaltou que a dependência brasileira do mercado estadunidense diminuiu nas últimas décadas, caindo de 12,4% para 9,4% na participação das exportações brasileiras. O MDIC, em nota oficial, rebateu as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para a imposição das tarifas, afirmando que, apesar de mais de 30 reuniões realizadas desde julho de 2025, “não há qualquer justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país”.
Fonte: www.brasildefato.com.br
