Documentário ‘Melania’ da Amazon: O que se sabe sobre a produção de US$ 75 milhões e as polêmicas de seu diretor

Produção milionária e lançamento aguardado

O documentário “Melania”, da Amazon, lançado nesta quinta-feira (29), promete revelar aspectos da vida privada da ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. Com um orçamento total de US$ 75 milhões, sendo US$ 40 milhões para a produção e US$ 35 milhões para marketing, a obra acompanha Melania nos 20 dias que antecederam a posse de Donald Trump em janeiro de 2025. O filme já está disponível em mais de 1.770 cinemas nos EUA e em cerca de 3.000 telas em mais de 20 países, com estimativas de arrecadação de US$ 5 milhões apenas no fim de semana de estreia nos EUA e Canadá.

Controvérsias envolvendo o diretor

O documentário marca o retorno do diretor Brett Ratner às produções após 12 anos. Ratner, conhecido por filmes como “A Hora do Rush” e “X-Men: O Confronto Final”, foi acusado de assédio sexual, estupro e homofobia por diversas mulheres em 2017, no âmbito do movimento #MeToo. As acusações levaram ao rompimento de contratos milionários com a Warner Bros. Segundo apurações, Ratner teria empregado três equipes de filmagem para cobrir os 20 dias de gravação com Melania, em meio a relatos de gravações caóticas. Apesar do histórico, Melania Trump defendeu a escolha do diretor, afirmando que ele capturou sua visão para o filme.

Recepção mista e o caso da África do Sul

Apesar do alto investimento, a recepção inicial do público tem sido mista. Em regiões com forte base republicana, os ingressos têm tido boa saída. No entanto, a distribuição do filme enfrentou contratempos. Na África do Sul, país que foi alvo de críticas da segunda administração Trump, o lançamento foi cancelado na última hora pela distribuidora local, que citou “acontecimentos recentes” como motivo para a decisão.

O apelo de revelar o lado “reservado” de Melania

O documentário busca explorar a vida das primeiras-damas, um tema frequentemente relegado a segundo plano na história política americana. Melania Trump se descreve como uma pessoa “muito reservada e muito seletiva”, enfatizando que suas escolhas sobre o que fazer, falar ou não falar são suas e que “ninguém manda em mim”. A obra, portanto, pode oferecer um vislumbre raro de sua perspectiva e de sua vida longe dos holofotes políticos tradicionais.

Fonte: exame.com

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