Adiamento Garante Novo Prazo para Diálogo
Cerca de 600 famílias que ocupam uma área da União em São Sebastião, no Distrito Federal, permanecem no acampamento Leidiane Ribeiro após o despejo, previsto para esta sexta-feira (24), ter sido adiado. A decisão, que concede mais cinco dias para negociações, foi resultado da mobilização dos moradores e do diálogo com parlamentares.
Vitória da Mobilização Social e Articulação Política
O Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) anunciou o adiamento após uma assembleia no acampamento, com a presença dos deputados distritais Ricardo Vale (PT) e Gabriel Magno (PT). Segundo o movimento, a ação conjunta impediu um “despejo violento” e abriu caminho para novas articulações em busca de objetivos definitivos.
O deputado Gabriel Magno destacou a importância da mobilização social e da articulação entre o MNLM, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e o Governo do Distrito Federal. Uma reunião de mediação discutiu o histórico e a destinação da área, resultando no Ofício nº 90/2026 da Secretaria de Segurança Pública do DF à SPU, que formalizou o cancelamento das atividades de desocupação coercitiva. A decisão liminar de reintegração de posse continua vigente, mas o cumprimento imediato foi suspenso.
Novo Prazo para Solução Habitacional
Com a suspensão do despejo, o prazo para saída voluntária foi estendido em cinco dias, contados a partir da citação oficial de todas as partes. Esse período é visto como crucial para avançar nas negociações e encontrar uma solução definitiva para as famílias, que reivindicam a destinação da área para habitação de interesse social. O MNLM cobra uma posição da União para impedir a grilagem de terras e garantir a permanência das famílias até que uma solução habitacional seja concretizada.
Ocupação e Reintegração de Posse
A ocupação teve início no dia 18 deste mês, reunindo famílias em busca de moradia. Na última quinta-feira (23), a Justiça do DF concedeu liminar de reintegração de posse, estabelecendo um prazo inicial para desocupação voluntária. Contudo, o cumprimento coercitivo foi suspenso para permitir a citação formal e ampliar o tempo de negociação, demonstrando um avanço na busca por uma resolução pacífica.
Fonte: www.brasildefato.com.br
