Avanço na Transição Energética
Um grupo de países que se reuniu na 1ª Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, em Santa Marta, na Colômbia, demonstrou forte intenção de expandir sua coalizão. O objetivo principal é atrair a adesão de nações como a China e o Grupo Africano de Negociadores (AGN), que representa 54 países africanos no âmbito da UNFCCC. A iniciativa visa criar um bloco mais robusto para impulsionar o fim do uso de combustíveis fósseis em escala global.
Estratégias para Ampliar o Bloco
Os esforços para angariar novos membros começarão já na 31ª Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, prevista para ocorrer no final do ano na Turquia. A proposta de traçar um caminho claro para a eliminação dos combustíveis fósseis ganhou força após discussões na COP 30, realizada em Belém em 2025. Especialistas destacam a importância da China nesse processo, considerando seu papel crucial no fornecimento de tecnologia para a transição energética.
Desafios e Oportunidades para a África
A participação africana na coalizão apresenta desafios específicos. Segundo Claudio Angelo, coordenador de Política Internacional do Observatório do Clima, os países africanos expressam preocupações com a escassez de oferta de energia e o receio de que as políticas de transição possam inviabilizar o acesso à energia para grande parte de suas populações. Muitos dependem atualmente do carvão e derivados de petróleo, frequentemente subsidiados, para suprir essa demanda. Essa insegurança levou alguns países africanos a bloquearem a inclusão de propostas de transição energética nos textos finais de conferências anteriores, como na COP 30.
Caminhos para a Inclusão e o Futuro
A conferência de Santa Marta estabeleceu três pontos de trabalho essenciais: a criação de um roteiro detalhado para a transição, a reformulação da arquitetura financeira para apoiar a saída do petróleo e a entrada de energias renováveis, e o desenvolvimento de um plano conjunto entre produtores e consumidores. Um painel científico permanente foi lançado para orientar os países nesse processo. A próxima conferência, organizada pela Irlanda, será realizada em Tuvalu, um país insular da Oceania que enfrenta um risco iminente de submersão devido à elevação do nível do mar, ressaltando a urgência da ação climática.
Fonte: www.brasildefato.com.br
