Câmara dos Deputados Aprova Contagem de Tempo para Aposentadoria de Bolsistas de Pesquisa
Em uma decisão que visa preencher uma lacuna histórica na proteção social de pesquisadores, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (18) o projeto de lei 6.894/2013. A proposta, que agora segue para análise no Senado, permite que o período dedicado por estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado a projetos de pesquisa financiados pela Capes e outros programas acadêmicos seja contado para fins de aposentadoria. A medida impacta diretamente milhares de bolsistas que, até então, ficavam à margem de direitos previdenciários essenciais.
Bolsistas Tornam-se Segurados Obrigatórios da Previdência
A nova legislação estabelece que os estudantes beneficiados por bolsas de pesquisa serão considerados segurados obrigatórios da Previdência Social na condição de contribuintes individuais. Essa mudança garante não apenas o direito à aposentadoria, mas também o acesso a benefícios cruciais como auxílio por incapacidade e salário-maternidade. A proposta busca fortalecer a segurança financeira e o bem-estar desses profissionais durante sua formação acadêmica e dedicação à ciência.
Contribuição Reduzida e Mecanismo de Desconto Simplificado
Para manter o caráter acadêmico das atividades e evitar a equiparação com um vínculo empregatício, os bolsistas contribuirão para a Previdência com uma alíquota reduzida. Essa alíquota será calculada sobre o piso previdenciário, e o desconto será realizado diretamente pela agência de fomento responsável pelo pagamento das bolsas. O relator do projeto, Ricardo Galvão (Rede-SP), destacou que a iniciativa reforça a atratividade das carreiras acadêmicas e combate a evasão de talentos, consolidando a base científica e tecnológica do país.
Proteção Previdenciária Abrange Pesquisadores no Exterior
Um ponto relevante do parecer do relator é a inclusão de bolsistas que realizam suas pesquisas fora do país. A proposta assegura a continuidade da contribuição previdenciária para esses profissionais, fortalecendo seus vínculos com o Brasil e incentivando o retorno após experiências internacionais. Essa medida visa mitigar a perda de cérebros qualificados e potencializar o desenvolvimento científico e tecnológico nacional, tornando as carreiras acadêmicas mais seguras e promissoras.
Fonte: www.congressoemfoco.com.br
