Nova etapa na investigação bilionária
O ministro André Mendonça foi designado como o novo relator do inquérito que apura irregularidades envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A mudança na relatoria foi confirmada nesta quinta-feira (12), após o ministro Dias Toffoli solicitar o seu afastamento do caso, alegando “altos interesses institucionais”. A decisão foi comunicada por meio de uma nota conjunta assinada pelos dez ministros da Corte, que também manifestaram apoio a Toffoli e validaram todos os atos por ele praticados na condução inicial do processo.
Reunião e apoio institucional marcam a decisão
A reunião entre os ministros do STF resultou na formalização da saída de Toffoli e na redistribuição do inquérito. Apesar de os magistrados terem considerado improcedente a arguição de suspeição apresentada contra Toffoli pela Polícia Federal, a solicitação de redistribuição partiu do próprio ministro. A Presidência do STF acatou o pedido, determinando a livre distribuição do processo e a extinção da arguição de suspeição. A nota oficial ressaltou que Toffoli atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) durante sua relatoria.
Caso Banco Master segue sob sigilo e com repercussão
André Mendonça assume agora a condução de uma das investigações mais sensíveis em andamento no STF. O inquérito apura suspeitas de fraudes financeiras de grande vulto relacionadas ao Banco Master, que foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025. O caso ganhou notoriedade devido a decisões controversas na fase inicial e ao pedido de suspeição contra Dias Toffoli. A investigação tramita sob sigilo parcial, e caberá a Mendonça definir os próximos passos e o destino das apurações.
Trajetória de Toffoli na relatoria
A relatoria de Dias Toffoli foi marcada por divergências e críticas, incluindo a realização de viagens com partes envolvidas no processo e a retirada da análise de provas da Polícia Federal. O caso Banco Master teve início após a intervenção do Banco Central, diante de indícios de fraudes em carteiras de crédito. Toffoli relatava o inquérito desde dezembro, quando o caso chegou ao STF por envolver autoridade com foro privilegiado. Em janeiro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou representações que pediam o afastamento de Toffoli da relatoria.
Fonte: www.congressoemfoco.com.br
