Organização Conservadora Nos EUA Levou Mário Frias em Viagem Oficial sob Investigação do STF

Viagem sob Suspeita

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) está sendo procurado por oficiais de Justiça desde maio de 2026 em uma ação que apura o repasse de emendas parlamentares para a produção do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. As tentativas de localizá-lo foram frustradas devido à sua ausência do Brasil. A viagem, classificada como missão oficial, que incluiu uma parada em Dallas, Texas, teve como anfitriã a organização Yes Brazil USA. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Câmara dos Deputados explique os detalhes e custos desse deslocamento.

Mário Frias Defende a Viagem

Em entrevista ao SBT News, Mário Frias negou que a viagem configurasse fuga, afirmando que estava em busca de investimentos em segurança pública e que retornaria ao país para prestar contas. A viagem ocorreu em meio a investigações sobre o financiamento do filme “Dark Horse” e o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares à Academia Nacional de Cultura, entidade ligada à produtora do longa. Frias nega irregularidades.

Yes Brazil USA: Conexão Conservadora e Desinformação

O convite para Mário Frias partiu do Yes Brazil USA, organização registrada como sem fins lucrativos na Flórida em agosto de 2021, mas que já operava desde 2019. Liderada por Mário Martins (diretor-executivo) e Larissa Martins (diretora financeira), o grupo se define como “de direita que reúne cristãos comprometidos com um Brasil livre da ideologia comunista”. A organização se notabilizou por articular agendas para políticos brasileiros com a comunidade conservadora no exterior e por disseminar conteúdo considerado desinformativo sobre o sistema eleitoral brasileiro, recebendo avisos do Instagram por violações de suas diretrizes.

Atuação Política e Relação com Bolsonaro

O Yes Brazil USA intensificou sua atuação durante as eleições presidenciais de 2022, organizando inscrição de fiscais eleitorais no exterior e promovendo campanhas de arrecadação para Jair Bolsonaro e para famílias de presos pelos atos de 8 de janeiro. A relação com o ex-presidente se estreitou em 2023, quando a organização ajudou a articular sua agenda em Orlando e Boca Raton, onde Bolsonaro se referiu aos detidos pelos atos de 8 de janeiro como “presos políticos”. O grupo também promoveu seminários na Europa com parlamentares brasileiros, questionando o sistema eleitoral e gerando custos ao Estado brasileiro com verbas públicas para passagens e diárias.

Fonte: www.cartacapital.com.br

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