EUA interrompem bombardeios para priorizar diplomacia
Os Estados Unidos suspenderam os ataques contra o Irã, que se estendiam por quase duas semanas consecutivas, para dar maior espaço a uma saída diplomática para o conflito. A decisão, atribuída a fontes com conhecimento da medida, teria sido determinada pelo presidente Donald Trump na sexta-feira (25). A rádio pública israelense KAN também reportou o adiamento de um “poderoso bombardeio” americano, com o objetivo de oferecer ao Irã “outra oportunidade de voltar à mesa de negociação”.
Irã confirma ausência de ataques e Catar retoma navegação
Em consonância com as informações sobre a pausa nos ataques, o ministro da Saúde do Irã, Hossein Kermanpour, afirmou em suas redes sociais que o país não registrou bombardeios durante a última noite, descrevendo um período de “noite tranquila”. Paralelamente, o Catar anunciou a retomada de todas as atividades de navegação marítima, suspensas por mais de dez dias devido à escalada militar na região, indicando uma possível redução das tensões.
Trump mantém opção militar e busca acordo negociado
Apesar da suspensão dos ataques, o presidente Donald Trump reuniu-se com seus principais assessores na Casa Branca para discutir a possibilidade de um “ataque massivo” contra o Irã. Ao mesmo tempo, Trump sinalizou que as conversas com a República Islâmica para um acordo diplomático continuam, afirmando que enviados americanos dialogaram com representantes iranianos em seis ocasiões. A Casa Branca parece ter voltado a priorizar uma solução negociada para o conflito.
Conflito eleva preço do petróleo e causa baixas militares
As duas semanas de confrontos resultaram na morte de 18 militares americanos, segundo a agência EFE. O conflito também impactou o mercado de energia, elevando o preço do barril de petróleo para perto de US$ 100, o maior nível desde maio. Apesar dos sinais de distensão, autoridades iranianas mantiveram um tom de confronto, com o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohammad Baqer Zolqadr, afirmando que os ataques contra interesses americanos continuarão “até a rendição total do inimigo”.
Fonte: exame.com