Trump interrompe ataques ao Irã para priorizar diplomacia e busca de acordo, dizem veículos

EUA suspendem bombardeios para dar espaço a negociações

Os Estados Unidos suspenderam os bombardeios contra o Irã, que ocorriam há quase duas semanas, para avaliar uma saída diplomática para o conflito. A informação foi divulgada por veículos de imprensa americanos e israelenses, que citam fontes com conhecimento da decisão. Segundo o portal Axios, o presidente Donald Trump determinou a interrupção dos ataques na sexta-feira (24) com o objetivo de “dar maior espaço à diplomacia”. A rádio pública israelense KAN também reportou o adiamento de um “poderoso bombardeio” americano, visando oferecer ao Irã “outra oportunidade de voltar à mesa de negociação”.

Irã afirma não ter sofrido ataques e Catar retoma navegação

Em consonância com as informações sobre a pausa nos ataques, o ministro da Saúde do Irã, Hossein Kermanpour, declarou nas redes sociais que o país não registrou bombardeios durante a última noite. “Felizmente, não se registrou nenhum ataque na última noite. Parece que nosso querido Irã teve uma noite tranquila”, escreveu Kermanpour. Paralelamente, o Catar anunciou a retomada de todas as atividades de navegação marítima, suspensas por mais de dez dias devido à escalada militar na região, indicando uma possível redução das tensões.

Trump mantém opção militar, mas prioriza diálogo

Apesar da pausa nos bombardeios, o presidente Trump afirmou que a opção militar contra o Irã permanece em pauta. Na sexta-feira, ele se reuniu com assessores para discutir a possibilidade de um “ataque massivo”, mas também ressaltou que as conversas com a República Islâmica para um acordo diplomático continuam. Segundo o jornal The Washington Post, Trump revelou que enviados americanos conversaram com representantes iranianos em seis ocasiões, sinalizando uma priorização da Casa Branca por uma solução negociada.

Conflito impacta mercado de petróleo e deixa militares mortos

As quase duas semanas de confrontos resultaram na morte de 18 militares americanos, de acordo com a agência EFE. A escalada militar também exerceu pressão sobre o mercado de energia, elevando o preço do barril de petróleo para perto de US$ 100, o maior valor desde maio. Contudo, autoridades iranianas mantêm um tom de confronto, com o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohammad Baqer Zolqadr, afirmando que os ataques contra interesses americanos prosseguirão “até a rendição total do inimigo”.

Fonte: exame.com

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