Milhares protestam na Dinamarca contra ambições de Trump sobre a Groenlândia: ‘Não está à venda’

Copenhague se une contra ameaças de anexação

Com gritos ecoando pelas ruas de Copenhague, milhares de manifestantes se reuniram neste sábado (17) para repudiar as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia. A mensagem era clara: a ilha ártica, um território dinamarquês semi-autônomo com cerca de 57 mil habitantes, não está disponível para venda ou anexação.

Slogans irônicos e bandeiras em uníssono

Empunhando bandeiras da Groenlândia e da Dinamarca, os participantes do protesto se concentraram na praça da Câmara Municipal. Cartazes com frases como “Os Estados Unidos já têm gelo suficiente” e “Make America Go Away” – uma paródia do slogan de Trump – demonstraram o descontentamento com a postura imperialista.

Motivações estratégicas e ameaças comerciais

Desde que retomou o poder há um ano, Trump tem reiterado seu interesse na Groenlândia, citando a posição estratégica da ilha para a segurança nacional dos EUA. O presidente americano declarou que pretende anexar o território “de uma maneira ou de outra”, visando conter o avanço da Rússia e da China na região ártica. Na sexta-feira (16), Trump chegou a ameaçar impor restrições comerciais a países que se opusessem às reivindicações de Washington sobre a Groenlândia, alegando que a anexação é necessária para a segurança nacional.

Rejeição groenlandesa e preocupações locais

A presidente do movimento Uagut, um dos organizadores do ato, expressou à AFP que os recentes acontecimentos colocaram a Groenlândia e seus habitantes sob pressão. Ela alertou para o risco de que o aumento das tensões gere mais problemas do que soluções. Além do protesto na capital dinamarquesa, uma manifestação também foi convocada em Nuuk, capital da Groenlândia. Uma pesquisa de janeiro de 2025, publicada pelos jornais dinamarquês Berlingske e groenlandês Sermitsiaq, revelou que 85% dos groenlandeses rejeitam a ideia de fazer parte dos Estados Unidos.

Fonte: www.brasildefato.com.br

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