Um Fóssil Inédito em Âmbar
Cientistas descobriram um fóssil extraordinário de um inseto preservado em âmbar há cerca de 100 milhões de anos. O que torna esta descoberta notável são as patas do inseto, que apresentam estruturas em forma de pinça, reminiscentes das garras de caranguejos. O achado, proveniente da região de Kachin, em Mianmar, representa o primeiro registro fóssil de um inseto com tais apêndices quelados, uma característica extremamente rara entre os insetos.
Apêndices Quelados: Uma Raridade Evolutiva
Os apêndices quelados, como são tecnicamente chamados, já haviam sido observados em poucos grupos de insetos, como alguns tripes, vespas solitárias e outros percevejos. A zoóloga Carolin Haug, autora principal do estudo publicado na revista científica Insects, destacou que este fóssil marca o quarto caso conhecido de evolução independente dessas estruturas em insetos. “Anteriormente, essas quelas eram conhecidas em apenas três grupos de insetos. Portanto, este fóssil representa o quarto caso conhecido dessas estruturas evoluindo independentemente em insetos”, afirmou Haug.
Parentes e Estilo de Vida do Inseto Pré-Histórico
Os parentes vivos mais próximos desta nova espécie são os percevejos-sapo (Gelastocoridae), conhecidos por sua aparência verrucosa e por habitarem ambientes úmidos e arenosos. A morfologia do inseto recém-descoberto sugere um estilo de vida semelhante. Os pesquisadores imaginam o inseto vivendo em florestas do período Cretáceo, possivelmente próximo à costa.
Homenagem ao K-Pop: Carcinonepa Libererrantes
A nova espécie recebeu o nome científico de *Carcinonepa libererrantes*. A escolha do nome é uma homenagem ao popular grupo de K-pop Stray Kids. De acordo com Haug, “liberi” e “errantes” são palavras em latim para “crianças” e “errantes”, respectivamente. “O nome da espécie, libererrantes, é uma latinização do nome do grupo de K-pop de grande sucesso Stray Kids”, explicou Haug. “O nome pareceu apropriado porque a postura das quelas do fóssil se assemelha muito à pose característica do grupo.” O âmbar, resina fossilizada, continua a ser um tesouro para a paleontologia, preservando detalhes anatômicos delicados que resistem a milhões de anos.
Fonte: olhardigital.com.br
