Venezuela defende Acordo de Genebra como base para reivindicação de Essequibo
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, chegou a Haia, na Holanda, para apresentar a defesa do país na Corte Internacional de Justiça (CIJ) sobre a disputa territorial com a Guiana pelo Essequibo. Em audiência na sede do tribunal, Rodríguez enfatizou a importância do Acordo de Genebra, assinado em 1966, como o principal instrumento para resolver a controvérsia, que, segundo Caracas, tem suas raízes na “fraudulenta Decisão Arbitral de 1899”.
Caracas alega posse territorial e questiona unilateralidade da Guiana
Rodríguez declarou que a Venezuela demonstrou ao longo das audiências, iniciadas em 4 de março, ser a única nação com posse sobre o território em disputa. “Ficou muito claro que a única que tem posse sobre este território e essa controvérsia territorial é a Venezuela”, afirmou. A mandatária ressaltou que a Venezuela busca impedir que a Guiana redefina unilateralmente a natureza da disputa territorial, convocada unilateralmente pela Guiana na CIJ.
Ministro das Relações Exteriores reitera legalidade da posição venezuelana
O ministro das Relações Exteriores venezuelano, Yván Gil, reforçou a posição de Caracas, classificando o recurso da Guiana à CIJ como contrário ao Acordo de Genebra. Gil assegurou que a audiência servirá para que “o mundo e o povo da Venezuela e da América Latina vão ouvir a verdade sobre a Venezuela e as razões pelas quais o Essequibo é território venezuelano”. A delegação venezuelana, liderada pelo agente Samuel Moncada, iniciou as intervenções orais buscando sustentar a posição histórica e jurídica do país sobre a região.
Histórico da disputa e a busca por solução pacífica
A disputa pelo Essequibo remonta a décadas, com a Venezuela reivindicando a soberania sobre uma vasta área rica em recursos naturais. O Acordo de Genebra é visto por Caracas como o único caminho legítimo para uma solução negociada, anulando a decisão arbitral de 1899 que estabeleceu as fronteiras atuais. A participação da Venezuela na CIJ visa apresentar seus argumentos históricos e legais perante a comunidade internacional, reafirmando sua posição de que o Essequibo é parte integrante de seu território desde sua formação como República.
Fonte: www.brasildefato.com.br
