Cuba Alerta Para ‘Banho de Sangue’ em Caso de Invasão dos EUA; Washington Impõe Novas Sanções
Presidente cubano Miguel Díaz-Canel reivindica direito de defesa e acusa EUA de fabricar pretexto para ação militar, enquanto Tesouro americano mira agência de inteligência e autoridades cubanas.
A tensão entre Cuba e os Estados Unidos escalou nesta segunda-feira (18) com advertências de um possível “banho de sangue” caso Washington decida invadir a ilha. A declaração partiu do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que reiterou o direito de Cuba de se defender, em meio a novas sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos EUA contra a principal agência de inteligência cubana e diversos de seus líderes.
Especulações sobre Ação Militar e Drones Militares
As declarações surgem em um contexto de crescente especulação sobre uma possível ação militar americana para derrubar o governo comunista de Cuba. Informações divulgadas pelo site de notícias Axios, baseadas em inteligência classificada, indicam que Havana teria adquirido mais de 300 drones militares da Rússia e do Irã. Segundo a reportagem, esses drones poderiam ser utilizados contra a base americana em Guantánamo e outros alvos, levantando preocupações em Washington sobre uma “ameaça crescente” de Cuba.
Cuba Reafirma Direito de Defesa e Critica Pretextos Americanos
Em resposta às movimentações americanas, Miguel Díaz-Canel afirmou em uma mensagem nas redes sociais que Cuba possui “o direito absoluto e legítimo de se defender de uma ofensiva bélica”. Ele criticou a possibilidade de usar essa defesa como “desculpa para impor uma guerra contra o nobre povo cubano” e alertou que uma intervenção militar “provocará um banho de sangue de consequências incalculáveis”. O embaixador cubano na ONU, Ernesto Soberón, também rechaçou a hipótese de um ataque cubano contra os EUA, acusando Washington de “fabricar um pretexto” para justificar uma eventual ação militar.
Sanções Americanas Intensificam Pressão sobre Havana
O Departamento do Tesouro dos EUA, por sua vez, anunciou sanções contra a agência de inteligência cubana e nove cidadãos cubanos, incluindo ministros de Comunicações, Energia e Justiça, além de altos funcionários do Partido Comunista e generais. O presidente Donald Trump considera Cuba uma “ameaça excepcional” à segurança nacional americana e já havia ameaçado “tomar o controle” da ilha. Essas novas sanções se somam ao embargo econômico que afeta Cuba desde 1962 e ao bloqueio petrolífero, que tem agravado a crise econômica no país, com escassez de alimentos, medicamentos e frequentes apagões.
Ajuda Internacional e Crise Econômica em Cuba
A situação econômica de Cuba tem sido severamente impactada pelo bloqueio petrolífero, que dificulta a operação de usinas de energia e a distribuição de combustíveis. Em meio a esse cenário, a ilha tem recebido ajuda humanitária de países como o México. Uma nova carga, com 1.700 toneladas de suprimentos, incluindo leite em pó e feijão, chegou recentemente, enviada pelo governo mexicano. A reportagem do Axios sobre os drones veio à tona após uma visita do diretor da CIA a Havana e em meio a informações sobre esforços americanos para incriminar Raúl Castro.
Fonte: www.cartacapital.com.br
