Conselho da Europa suspende imunidade de ex-secretário-geral investigado por ligações com Jeffrey Epstein

Investigação na Noruega avança após divulgação de documentos americanos

O Conselho da Europa anunciou a suspensão da imunidade de seu ex-secretário-geral, o norueguês Thorbjorn Jagland. A decisão permite que a justiça da Noruega prossiga com a investigação sobre supostos vínculos de Jagland com o financista americano Jeffrey Epstein, conhecido por crimes sexuais e tráfico de pessoas. Jagland, que liderou o Conselho da Europa entre 2009 e 2019, está sob escrutínio por suspeitas de “corrupção agravada”.

Detalhes da investigação e relações com Epstein

Segundo o jornal norueguês Verdens Gang, que teve acesso a documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Jagland teria solicitado a Epstein uma garantia financeira para a compra de um apartamento. Embora o desfecho deste pedido seja desconhecido, Jagland afirmou que todos os seus empréstimos imobiliários foram feitos através de um banco norueguês. Os documentos também revelam que Jagland se hospedou na residência de Epstein em Nova York em 2018 e em Paris nos anos de 2015 e 2018. Uma viagem planejada com sua família para a ilha particular de Epstein em 2014 foi cancelada.

Reação e cooperação de Jagland

O atual secretário-geral do Conselho da Europa, Alain Berset, declarou que a suspensão da imunidade é crucial para que a justiça norueguesa possa atuar e para que Jagland possa se defender caso seja formalmente acusado. O advogado de Jagland, Anders Brosveet, afirmou que a decisão era esperada e que seu cliente cooperará com a investigação. Brosveet enfatizou que Jagland leva o caso a sério, mas reiterou que não há fatos que configurem crime.

Contexto e declarações anteriores

Jagland, que também foi primeiro-ministro da Noruega e presidiu o comitê do Prêmio Nobel da Paz durante o período em que manteve contato com Epstein, já havia se pronunciado sobre o caso. Anteriormente, ele descreveu seus contatos com Epstein como parte de sua atividade diplomática. No início de fevereiro, contudo, admitiu em entrevista ter cometido um “erro de julgamento” ao manter essa relação.

Fonte: www.cartacapital.com.br

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