Carla Zambelli pede troca de juízes na Itália alegando ‘hostilidade’ em processo de extradição

Defesa alega parcialidade em audiência em Roma

A ex-deputada federal Carla Zambelli solicitou formalmente a substituição dos juízes que analisam seu pedido de extradição na Corte de Apelação de Roma, na Itália. A justificativa apresentada pela defesa é uma suposta ‘hostilidade’ demonstrada pelos magistrados durante o andamento do processo. O pedido foi feito em audiência realizada na última terça-feira (20), onde a defesa da ex-parlamentar teve alguns requerimentos negados, como o acesso a informações detalhadas sobre as condições de encarceramento no Brasil.

Zambelli se pronuncia diretamente e pede impedimento de juízes

Em um momento incomum, a própria Carla Zambelli tomou a palavra durante a audiência para contestar o que chamou de ‘clima de hostilidade’ contra sua pessoa. A manifestação, que não foi feita por seus advogados, é um direito previsto na legislação processual italiana para qualquer indivíduo envolvido em um processo penal. No entanto, a argumentação sobre a hostilidade não foi especificada em detalhes. O pedido formal de impedimento dos juízes deverá ser apresentado por escrito pela defesa nos próximos dias.

Nova audiência marcada para fevereiro após adiamento

A Corte de Roma agendou uma nova audiência para o dia 11 de fevereiro, data em que o caso de extradição de Carla Zambelli deverá ser novamente analisado. Esta é a quarta vez que a decisão sobre o pedido é adiada, e a audiência desta terça-feira foi suspensa. Zambelli foi condenada no Brasil por ser a autora intelectual de uma invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela também responde por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, em decorrência de um episódio em São Paulo, onde perseguiu um homem apontando uma arma em público pouco antes das eleições de 2022.

Possibilidade de recurso em última instância

Atualmente, Carla Zambelli cumpre pena em regime fechado no presídio feminino de Rebibbia, em Roma. Caso a Corte de Apelação de Roma autorize a extradição, a ex-deputada ainda terá a possibilidade de recorrer à Corte de Cassação, que representa a última instância da justiça italiana. A defesa busca, com o pedido de troca de juízes, criar um novo cenário processual antes de uma decisão final sobre sua transferência para o Brasil.

Fonte: www.brasildefato.com.br

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