Brasil lança R$ 11 bilhões contra o crime organizado: Veja como o plano visa sufocar financeiramente facções

Brasil lança R$ 11 bilhões contra o crime organizado: Veja como o plano visa sufocar financeiramente facções

Programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, vinculado à Lei Antifacção, foca em lavagem de dinheiro, presídios e combate a armas.

O governo federal apresentou nesta terça-feira (12) o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, uma iniciativa nacional ambiciosa com o objetivo de desarticular as facções criminosas e suas bases financeiras. Com um aporte total de R$ 11 bilhões, o plano prevê ações integradas em diversas frentes, incluindo o combate à lavagem de dinheiro, o fortalecimento da segurança no sistema prisional e a repressão ao tráfico de armas.

Asfixia financeira como estratégia principal

A pedra angular do programa é a asfixia financeira das organizações criminosas. Para isso, serão destinados cerca de R$ 388,9 milhões em investimentos focados no combate à lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e rastreamento de ativos. A criação de uma Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) nacional, a expansão de comitês de investigação financeira e o aumento dos leilões de bens apreendidos em operações policiais são algumas das medidas previstas. O programa também investirá em tecnologias para extração de dados de celulares e equipamentos de investigação.

Endurecimento da segurança em presídios

O plano também prioriza o endurecimento das medidas de segurança no sistema prisional. Serão implantados padrões de segurança máxima em 138 unidades consideradas estratégicas, com a instalação de bloqueadores de celular, scanners corporais, detectores de metais e sistemas de monitoramento. A criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP) visa integrar informações de todo o sistema prisional, ampliando o controle sobre a atuação de facções dentro das penitenciárias.

Investimento e integração das forças de segurança

Do total de R$ 11 bilhões, R$ 960 milhões serão aportes diretos da União em 2026, enquanto R$ 10 bilhões serão disponibilizados via crédito do BNDES. Esses recursos serão destinados à aquisição de equipamentos e à modernização de estruturas para as forças de segurança estaduais. O programa é um desdobramento da Lei Antifacção e busca aumentar a integração entre as polícias, com o apoio de especialistas, governadores e representantes das forças de segurança.

Combate a homicídios e tráfico de armas

Além do foco financeiro e prisional, o programa “Brasil Contra o Crime Organizado” também prevê o fortalecimento da investigação e do esclarecimento de homicídios, bem como o combate ao tráfico de armas. O presidente Lula destacou que o Estado pretende recuperar áreas dominadas por grupos criminosos, comparando o crime organizado a uma “multinacional” em alguns casos, o que reforça a necessidade de cooperação internacional e investigações financeiras robustas.

Fonte: exame.com

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