Movimentos Populares Brasileiros Articulam Ação Nacional em Defesa da Venezuela e Contra Imperialismo dos EUA

Mobilização Nacional em Defesa da Venezuela Ganha Força no Brasil

Movimentos populares brasileiros convocam uma ação nacional em defesa da Venezuela e contra o que chamam de agressões dos Estados Unidos à nação sul-americana e a outros países da América Latina. A iniciativa, que conta com a participação de diversas organizações sociais, sindicatos e partidos políticos, terá seu pontapé inicial com uma plenária nacional virtual no próximo sábado (17). O evento visa articular estratégias para fortalecer a democracia e combater o imperialismo na região.

Ampla Coalizão de Entidades Participa da Articulação

A organização da ação nacional reúne um amplo espectro de entidades, incluindo a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba), a Assembleia Internacional dos Povos (AIP), o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), a Frente Brasil Popular, a Frente Povo sem Medo, a Marcha Mundial das Mulheres (MMM), o Movimento Brasileiro de Paz (MBP), a Central de Movimentos Populares (CMP), o CEBRAPAZ e o Boletim Venezuela em Foco. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE), além dos partidos PT, PSOL e PCdoB, também integram a mobilização.

Agenda de Janeiro Focada em Soberania e Democracia

A plenária nacional servirá como ponto de partida para a criação de comitês estaduais de mobilização, com o objetivo de organizar uma série de ações ao longo de janeiro. As atividades buscarão marcar efemérides importantes, como o aniversário da Proclamação da América Latina e Caribe como Zona de Paz (28 de janeiro) e o primeiro ano do governo de Donald Trump (20 de janeiro), período apontado pelos movimentos como de intensos ataques à soberania de diversas nações. A mobilização global também exige a libertação do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, alegadamente sequestrados pelos EUA.

Críticas à Política Externa dos EUA e Defesa da Democracia Venezuelana

Giovani del Prete, coordenador operativo da Secretaria Continental da ALBA Movimentos, criticou a narrativa de que a situação na Venezuela seria um ataque cirúrgico, apontando para um bloqueio naval e bombardeios que teriam resultado em mortes. Ele comparou a política dos EUA a uma lógica colonialista de partilha do mundo para exploração. Del Prete também defendeu a Venezuela como uma democracia popular, citando a mobilização dos cidadãos em defesa de seu país e soberania, e ressaltou a importância de seguir a orientação do povo venezuelano. A articulação nacional alerta ainda que o Brasil é visto como um alvo prioritário pela política externa estadunidense na região, o que poderia levar a interferências no processo eleitoral brasileiro.

Fonte: www.brasildefato.com.br

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