Defesa de Bolsonaro alega ao STF que ex-presidente ‘jamais soube’ da divulgação de carta por Flávio

Defesa Contesta Conhecimento de Bolsonaro sobre Divulgação de Carta

A defesa de Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação afirmando que o ex-presidente desconhecia a divulgação de uma carta escrita por ele nas redes sociais. Segundo os advogados, o manuscrito foi entregue ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante uma visita autorizada, mas não havia qualquer acordo prévio para que seu conteúdo fosse lido publicamente ou publicado na internet.

Carta Entregue a Flávio Bolsonaro Sem Acordo de Publicação

Em petição enviada ao ministro Alexandre de Moraes, a defesa de Bolsonaro sustenta que o ex-presidente “jamais soube que a carta seria publicizada” e que não houve qualquer orientação, ajuste ou combinação para o uso de redes sociais. A defesa classifica a referência feita por Flávio Bolsonaro durante a leitura do documento como uma “manifestação pessoal do senador”, que não correspondia a uma circunstância conhecida previamente por Jair Bolsonaro.

Esclarecimentos Solicitados por Moraes e Argumentos da Defesa

O documento foi apresentado em resposta a um despacho de Alexandre de Moraes, que havia solicitado esclarecimentos sobre o episódio. Na manifestação, os advogados buscam afastar a interpretação de que a carta teria sido utilizada como uma forma indireta de contornar as restrições impostas pelo STF. A defesa reitera que Bolsonaro cumpre integralmente as condições da prisão domiciliar humanitária, incluindo as restrições ao uso de aparelhos de comunicação e redes sociais.

Suspensão de Visitas de Flávio Bolsonaro e Conteúdo da Carta

A carta em questão, que pedia aos aliados para deixarem de lado diferenças internas e se empenharem em favor do filho, foi lida durante uma live no último sábado (11). Em decorrência do episódio, Alexandre de Moraes determinou a suspensão das visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias. A medida, que entra em vigor a partir da decisão, impedirá os encontros entre pai e filho até o fim do período eleitoral.

Fonte: www.congressoemfoco.com.br

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