“`json
{
"title": "Sistema Financeiro Devora Quase Metade do Orçamento Brasileiro: Entenda Onde Vai o Seu Dinheiro e Por Que Você Paga a Conta",
"subtitle": "Debate no Congresso Nacional levanta a necessidade urgente de auditoria da dívida pública e revisão de renúncias fiscais para priorizar investimentos sociais essenciais.",
"content_html": "<h3>O Peso do Sistema Financeiro no Orçamento</h3>n<p>Quase metade do orçamento público brasileiro é destinada ao pagamento de juros e serviços da dívida pública ao sistema financeiro, um cenário criticado pela senadora Zenaide Maia. Em reunião na Comissão Mista de Orçamento (CMO), a parlamentar defendeu maior empenho para realocar recursos públicos em áreas carentes, como segurança pública, que recebeu apenas 0,5% do financiamento no ano passado. A senadora ressalta que, diferentemente de países como Japão e Estados Unidos, o Brasil não estabelece negociações equilibradas com bancos para a dívida pública, que nunca foi auditada, apesar de previsão constitucional.</p>nn<h3>Renúncias Fiscais e o Privilégio de Trilhões</h3>n<p>Em paralelo à discussão orçamentária, a senadora Maia também cobrou a revisão das renúncias fiscais, que podem ultrapassar R$ 900 bilhões em 2026, segundo estudo da Unafisco Nacional. Deste montante, aproximadamente R$ 620 bilhões representariam privilégios sem comprovação de contrapartida social. A perda de arrecadação inclui a ausência de tributação sobre lucros, dividendos e grandes fortunas, temas que enfrentam forte resistência de lobby no Congresso. Maia cita os Estados Unidos, onde a taxação sobre lucros pode chegar a 45%, como exemplo de um capitalismo que, embora "selvagem", garante maior arrecadação.</p>nn<h3>Benefícios Fiscais e a Injustiça Social</h3>n<p>A senadora Zenaide Maia tem sido uma voz ativa no questionamento do poder do sistema financeiro e de grandes corporações na obtenção de benesses públicas. Ela relembra a resistência à aprovação do projeto de lei 596/2023, que perdoaria cerca de R$ 20 bilhões em impostos devidos por grandes empresas à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Outro ponto de crítica é a chamada "MP do Trilhão" (PL 1115/2021), que isentou petroleiras estrangeiras de impostos por 25 anos, representando uma perda estimada de R$ 1 trilhão em dez anos, recursos que poderiam ser investidos em saúde, educação, segurança e infraestrutura.</p>nn<h3>Quem Paga a Conta da Injustiça Fiscal?</h3>n<p>O texto enfatiza que o Brasil concede generosos benefícios fiscais a grandes empresas, inclusive estrangeiras, enquanto a maioria da população arca com a falta de recursos para serviços públicos essenciais. A senadora critica o uso recorrente de programas de refinanciamento de dívidas tributárias (Refis) para grandes devedores, o que desequilibra as contas públicas. A conclusão é clara: os brasileiros pagam a conta através da privação de saúde, educação, segurança e outras necessidades básicas, pois o dinheiro devido como imposto permanece no bolso dos bilionários que se beneficiam de privilégios legalizados. Maia contrapõe a visão de que investimentos sociais são "gastos", defendendo-os como essenciais para o futuro e para a defesa da vida, em consonância com o compromisso constitucional com a justiça social.</p>"
}
“`
Fonte: www.congressoemfoco.com.br
