Trump pede moderação e critica ataque em Beirute
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou o recente ataque israelense aos subúrbios do sul de Beirute, um reduto do Hezbollah, e afirmou que um acordo de paz regional, que incluiria o Líbano, está ao alcance das mãos. Em declarações em sua plataforma Truth Social, Trump instou todas as partes a agirem com moderação para não comprometer as negociações em andamento.
“Não deveria haver mais ataques israelenses em nenhuma parte do Líbano, mas também não deveria haver ataques de nenhuma outra parte, incluindo o Hezbollah, contra Israel (…) Não vamos estragar tudo!”, declarou Trump, ressaltando que o ataque “não deveria ter acontecido, particularmente em um dia especial”, possivelmente em referência a expectativas de um acordo no dia de seu aniversário.
Irã questiona negociações após bombardeio
O ataque israelense em Beirute levou o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, a questionar a seriedade das conversas de paz. Ghalibaf, em mensagem na rede X, declarou que o bombardeio demonstrou a falta de vontade ou capacidade dos Estados Unidos em cumprir seus compromissos, tornando “inútil falar em continuar por esse caminho”.
Em contrapartida, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, indicou que o Conselho Supremo de Segurança Nacional do país apoia as negociações, apesar das críticas de setores mais radicais. O general de brigada iraniano Mohammad Jafar Asadi, no entanto, afirmou que o ataque israelense “não ficará sem resposta”, enquanto o Exército israelense se preparava para “possíveis ataques” em seu território.
Diplomacia busca manter o diálogo ativo
Apesar das tensões, sinais de uma saída diplomática persistem. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, expressou otimismo, afirmando não esperar que o ataque israelense “interrompa” os avanços rumo a um acordo. Uma delegação do Catar, mediador nas conversas, esteve em Teerã para auxiliar na conclusão do acordo, e a agência de notícias iraniana Fars informou que o Irã estava transmitindo sua posição detalhada à equipe catariana.
Pontos de atrito nas negociações
Diversos pontos de divergência continuam a desafiar as negociações. Teerã insiste em manter controle sobre o Estreito de Ormuz, algo que os EUA consideram inaceitável. Além disso, o programa nuclear iraniano, especialmente a questão do urânio enriquecido, permanece um obstáculo. Enquanto o Irã defende a natureza pacífica de seu programa e a diluição do urânio dentro do país, os EUA, sob a administração de Trump, exigem o desmantelamento do programa e a retirada do material para destruição.
Fonte: www.cartacapital.com.br
