Recepção Eletrizante em Mogadíscio
O árbitro somali Omar Artan, que teve sua participação na Copa do Mundo de 2026 vetada pelo governo dos Estados Unidos, foi recebido como um verdadeiro herói em seu retorno à capital da Somália, Mogadíscio. Mais de cem torcedores o aguardavam no aeroporto principal, agitando bandeiras e ovacionando sua chegada em um voo da Turkish Airlines.
Promessa de Retorno e Resiliência
Apesar do revés, Artan demonstrou forte determinação. “Estarei na próxima Copa do Mundo e continuarei fazendo com que a Somália se orgulhe… Apesar do que aconteceu comigo, não estou desmotivado”, declarou o árbitro à imprensa, reafirmando seu compromisso com o esporte e seu país. A comunidade somali, que via sua presença no Mundial como um motivo de grande orgulho, expressou solidariedade. Um funcionário do governo, Mohamed Said, comentou: “Ele foi tratado de forma tão injusta que isso machuca qualquer pessoa preocupada com a humanidade”.
Acusações e Afastamento da Copa
Omar Artan, eleito o melhor árbitro de futebol masculino pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025, foi impedido de desembarcar nos Estados Unidos no último sábado, no aeroporto internacional de Miami. Um porta-voz do Departamento de Estado americano informou à AFP que o árbitro é “suspeito de estar vinculado a supostos integrantes de organizações terroristas”, o que o tornaria inelegível para entrada no país. Com isso, a FIFA confirmou seu afastamento do quadro de árbitros da Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, México e Canadá.
Símbolo de Inspiração Nacional
A seleção de Artan para a Copa do Mundo já era considerada uma conquista histórica para a Somália. Em abril, o presidente do país, Hassan Sheikh Mohamud, descreveu Artan como “um símbolo de inspiração para uma nova geração de somalis”. A exclusão do árbitro gerou forte comoção e críticas, destacando a importância de sua trajetória para o futebol e para a imagem do país em âmbito internacional.
Fonte: www.cartacapital.com.br
