Projeções Iluminam São Paulo em Apoio a Maduro
Cinco meses após a detenção do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da deputada e primeira-dama, Cilia Flores, movimentos sociais realizaram uma ação de protesto em São Paulo, Brasil. A ALBA Movimentos, em conjunto com a Assembleia Internacional dos Povos (AIP) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), projetou mensagens em prédios e monumentos da cidade. As frases “Fora Trump da América Latina”, “Venezuela se respeita” e “Liberdade para Maduro e Cilia já” foram iluminadas, simbolizando a unidade continental e protestando contra o que os organizadores descrevem como “agressão militar promovida pelos Estados Unidos” em 3 de janeiro deste ano, data que teria resultado em mais de 100 mortos.
Caracas Também Sedia Manifestação de Solidariedade
Em paralelo à ação em São Paulo, o Movimento Nacional de Amizade e Solidariedade Mútua Venezuela-Cuba organizou uma manifestação em Caracas, capital da Venezuela. A organização considera a detenção de Maduro e Flores uma “manobra geopolítica flagrante do governo Trump”, visando impor unilateralmente a “lei do mais forte sobre a autodeterminação das nações soberanas”. Porta-vozes do movimento enfatizaram que a ação constitui uma violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, além de denunciar tentativas de orquestrar manobras contra líderes continentais, buscando “apagar o exemplo de lealdade histórica estabelecido pela vanguarda socialista”, em referência aos princípios de Fidel Castro.
Defesa de Maduro Alega Falta de Recursos e “Prisioneiros de Guerra”
Maduro e Flores estão detidos nos Estados Unidos, acusados sem provas de crimes como conspiração para importar cocaína e posse de armas pesadas. O casal se declarou inocente em audiências judiciais, autointitulando-se “prisioneiros de guerra”. A defesa alega que o governo estadunidense tem impedido o repasse de recursos para cobrir as despesas legais, apesar de a legislação venezuelana obrigar o Estado a arcar com tais custos. O juiz Alvin K. Hellerstein está analisando um pedido da defesa para rejeitar as acusações. Uma nova audiência está marcada para 30 de junho no Tribunal Distrital do Sul de Nova York.
Denúncias de Violação do Direito Internacional e “Lawfare”
O ex-vice-presidente e ex-chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, denunciou a ação estadunidense como contrária ao direito internacional e à civilidade, comparando-a a um ato de “barbárie”. O vice-ministro de Políticas Antibloqueio da Venezuela, William Castillo, reafirmou que, para a institucionalidade venezuelana, Maduro permanece como presidente constitucional e classificou o processo jurídico como “criminoso” e de “lawfare”, referindo-se ao uso estratégico do sistema legal para fins políticos.
Fonte: www.brasildefato.com.br
