Governo Venezuelano Desmantela Programas Sociais Históricos do Chavismo e Muda Relações com os EUA

Reorganização Profunda no Governo

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, iniciou uma drástica reestruturação governamental com a eliminação de sete programas sociais e órgãos de Estado. Dentre as medidas, quatro foram criados ou fortalecidos durante os mandatos de Nicolás Maduro, antecessor de Rodríguez, que foi detido nos Estados Unidos em janeiro. A iniciativa visa promover mudanças ministeriais, reformar a legislação petrolífera e aprovar uma lei de anistia.

Fim das “Missões” e do Centro de Inteligência

Um boletim oficial de 9 de fevereiro confirmou a “reorganização do funcionamento” ministerial, que resultou na supressão de cinco programas sociais e duas entidades de coordenação e inteligência. O Centro Estratégico de Segurança e Proteção da Pátria (Cesppa), estabelecido em 2013 por Maduro para unificar informações estratégicas, foi um dos órgãos desmantelados. Críticos, como o analista Walter Molina Galdi, apontavam o Cesppa como um instrumento de monitoramento e repressão, restritivo ao acesso à informação.

O Legado das “Missões” Sociais

Três programas conhecidos como “missões”, implementados por Maduro, foram extintos. Os outros dois programas e uma entidade suprimida foram criados e consolidados sob a gestão de Hugo Chávez. Essas “missões” historicamente ofereceram subsídios, auxílio em saúde, habitação e educação para a população mais vulnerável, sendo um pilar da imagem do chavismo. No entanto, detratores frequentemente as associam à opacidade, corrupção e coação social.

Nova Abordagem com os Estados Unidos

Paralelamente às mudanças internas, Delcy Rodríguez tem reorientado as relações diplomáticas com os Estados Unidos, rompidas desde 2019. Donald Trump, que declarou estar no controle da Venezuela após a captura de Maduro, expressou apoio a Rodríguez, afirmando em 13 de fevereiro que ela está realizando “um ótimo trabalho”. Essa aproximação indica uma possível nova fase nas relações bilaterais venezuelano-americanas.

Fonte: www.cartacapital.com.br

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