México e aliados oferecem suporte a Cuba diante de dificuldades econômicas
Dois navios mexicanos desembarcam em Havana com suprimentos essenciais
Dois navios mexicanos, o Papaloapan e o Isla Holbox, chegaram nesta quinta-feira (12) ao porto de Havana, transportando mais de 800 toneladas de ajuda humanitária para Cuba. A carga inclui leite em pó e líquido, produtos cárneos, biscoitos, feijão, arroz e itens de higiene pessoal. O governo mexicano informou que ainda há mais de 1.500 toneladas de leite em pó e feijão pendentes de envio.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, busca negociar um possível fornecimento de petróleo à ilha sem sofrer sanções dos Estados Unidos, que ameaçam impor tarifas a países que vendam hidrocarbonetos a Cuba. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, agradeceu publicamente o gesto, destacando a solidariedade e amizade entre os dois países.
Chile e Rússia se unem ao apoio humanitário
O governo do Chile, liderado pelo presidente Gabriel Boric, anunciou que enviará ajuda humanitária a Cuba, considerando a “situação dramática” na ilha. O chanceler chileno, Alberto Van Klaveren, informou que a assistência será de caráter monetário e será entregue por meio do Unicef, independentemente das características políticas do regime cubano.
A Rússia também se manifestou sobre o envio de ajuda. Segundo o jornal Izvestia, o país poderá fornecer petróleo e derivados à ilha, aliada estratégica no Caribe, como parte de sua assistência “humanitária”. O Ministério do Desenvolvimento Econômico de Moscou confirmou a expectativa de envio em breve.
Crise em Cuba se agrava com sanções e falta de combustível
Cuba enfrenta uma grave crise econômica há seis anos, marcada por forte inflação, apagões prolongados e escassez de alimentos e medicamentos. O governo cubano atribui a situação ao endurecimento das sanções americanas, à baixa produtividade de sua economia centralizada e ao colapso do turismo. A situação foi agravada pela interrupção do fornecimento de petróleo da Venezuela.
Em resposta à crise, Cuba implementou medidas de emergência, como o racionamento de gasolina, a semana de trabalho de quatro dias em órgãos públicos e o ensino a distância. A escassez de combustível também afetou o funcionamento de hospitais e policlínicas, com redução de pessoal e atividade cirúrgica.
Preocupação internacional com a crise humanitária
Um grupo de relatores especiais em direitos humanos da ONU condenou a ordem executiva do presidente Donald Trump que ameaça impor tarifas a países que forneçam petróleo a Cuba. Os especialistas alertaram que a interferência nas importações de combustível pode gerar uma grave crise humanitária com efeitos em cadeia sobre os serviços essenciais.
Fonte: www.cartacapital.com.br
