Havana Reitera Determinação Diante de “Investida” Americana
Em resposta à crescente hostilidade do governo dos Estados Unidos, Cuba declarou que enfrentará com firmeza a decisão de Donald Trump de impor um “cerco absoluto aos suprimentos de combustível”. Em um comunicado divulgado nesta sexta-feira (30), o governo cubano assegurou que o povo da ilha não se curvará em sua “determinação de defender a soberania nacional”. A mensagem enfática de Havana foi clara: “Enfrentaremos a nova investida com firmeza, equilíbrio e a certeza de que a razão está absolutamente do nosso lado. A decisão é uma só: Pátria ou Morte, Venceremos!”.
Cuba Desmente Alegações de Washington e Critica “Mentiras Difamatórias”
O governo cubano sustenta que a decisão de Washington de declarar uma “emergência nacional” e impor tarifas comerciais a países fornecedores de petróleo à ilha baseia-se em uma “extensa lista de mentiras e acusações difamatórias contra Cuba”. Havana classifica como “absurda” a alegação de que a ilha represente uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos. O comunicado critica a postura americana, afirmando que “o próprio presidente e seu governo sabem que ninguém, ou pouquíssimos, podem acreditar em argumentos tão mentirosos, mas isso não lhes importa”. A nota ressalta que essa atitude demonstra o “desprezo (dos EUA) pela verdade, pela opinião pública e pela ética governamental quando se trata de justificar sua agressão contra Cuba”.
Intensificação da “Asfixia Econômica” e Chantagem Contra Terceiros
Com as novas medidas, Havana aponta que os Estados Unidos buscam intensificar a “asfixia econômica”, uma política aplicada por Trump desde seu primeiro mandato. Essa estratégia, segundo o comunicado, é realizada por meio de “chantagem, ameaça e coerção direta contra países terceiros”. O governo cubano alerta para o uso crescente da força por parte dos Estados Unidos como “uma forma perigosa” destinada a “garantir seu hegemonismo imperialista”, acusando Washington de atentar “contra a segurança, a estabilidade e a paz da região e do mundo”.
Diálogo com Respeito Mútuo e Apelo à Comunidade Internacional
Apesar das sanções, o governo de Cuba reafirma sua “disposição histórica” de manter “um diálogo sério e responsável” com os Estados Unidos, pautado no Direito Internacional, na igualdade soberana e no respeito mútuo, mas “sem ingerência nos assuntos internos”. Cuba se apresenta como “um país de paz, solidário e cooperativo, disposto a ajudar e contribuir com outros Estados”, que “não ameaça nem agride país algum” e “não é alvo de sanções por parte da comunidade internacional”. Por fim, Havana interpela a comunidade internacional, afirmando que ela enfrenta o “desafio inescapável de definir se um crime dessa natureza será o sinal do que está por vir ou se prevalecerão a sensatez, a solidariedade e a rejeição à agressão, à impunidade e ao abuso”. O comunicado destaca a resiliência do povo cubano, advertindo que o imperialismo se engana ao supor que a pressão econômica e a provocação deliberada de sofrimento conseguirão quebrar a vontade da nação de defender sua soberania.
Fonte: www.brasildefato.com.br
