Vídeos Contradizem Versão Oficial: Alex Pretti Baleado por Agente do ICE Mesmo Desarmado

Imagens Desafiam Narrativa Oficial

Vídeos gravados por testemunhas e analisados pelo The New York Times revelam contradições significativas na versão oficial sobre a morte do enfermeiro Alex Pretti, ocorrida em Minneapolis e perpetrada por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). As autoridades federais alegaram que Pretti estava armado e resistiu à prisão, mas as imagens o retratam com um telefone celular na mão, filmando o confronto, e sendo baleado mesmo após parecer desarmado.

O Confronto em Detalhes

As filmagens indicam que Alex Pretti se interpôs entre uma manifestante e um agente do ICE que utilizava spray de pimenta. Em um dos vídeos, Pretti é visto segurando um celular em uma mão e com a outra mão vazia, erguida acima da cabeça. Sua arma, para a qual possuía porte legal, permaneceu guardada. Os vídeos mostram o enfermeiro sendo imobilizado na calçada, desarmado e, em seguida, alvejado pelas costas à queima-roupa. Um segundo agente do ICE também saca sua arma, e novos disparos são ouvidos contra Pretti.

Família Denuncia “Mentiras Repugnantes”

Em um comunicado emocionado, a família de Alex Pretti repudiou as declarações do governo, classificando-as como “mentiras repugnantes”. Segundo os pais de Alex, Michael e Susan, o filho estava desarmado e tentava proteger uma mulher quando foi atacado pelos agentes. “Ele era um bom homem”, afirmaram, pedindo a divulgação da verdade.

Apelo por Investigação Local

O governador de Minnesota, Tim Walz, manifestou seu apoio a uma investigação completa sobre o caso, assegurando que a “justiça do estado terá a palavra final”. Ativistas e a família de Pretti também clamam por uma apuração que vá além da esfera federal, dada a natureza das atribuições de segurança estaduais e locais.

Um Novo Caso de Morte por Agentes do ICE

Alex Pretti é a segunda pessoa a morrer em decorrência de ações de agentes do ICE em Minneapolis. Em janeiro, Renee Nicole Good, mãe de três filhos, foi assassinada, gerando protestos contra as políticas de imigração do governo Donald Trump.

Fonte: www.brasildefato.com.br

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