Delcy Rodríguez pede unidade nacional para restaurar a paz na Venezuela após ataque militar dos EUA

Unidade Nacional como Escudo para a Paz

A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, reforçou neste sábado (24) a necessidade de unidade nacional para salvaguardar a paz e a tranquilidade do povo venezuelano. Em visita a La Soublette, Catia La Mar, para prestar assistência a mais de 5,5 mil famílias afetadas por um ataque militar atribuído aos Estados Unidos em 3 de janeiro, Rodríguez enfatizou que a Venezuela deve estar unida como uma só nação, superando diferenças políticas e partidárias.

Denúncia de Ataque a Civis e Esforços de Recuperação

Rodríguez visitou casas e conversou com famílias impactadas pelo bombardeio em áreas de Caracas e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira. Segundo a presidente, o ataque resultou em mais de 100 mortos, danos à infraestrutura médica e científica, e destruição de residências. Ela destacou que o setor Las Casitas, em Catia La Mar, onde o evento ocorreu, teve casas completamente destruídas e 64 famílias afetadas. “Trata-se de uma população civil que foi atingida por mísseis”, ressaltou, enfatizando que o governo está trabalhando para a recuperação das moradias e para oferecer suporte social e de saúde às vítimas traumatizadas.

Dignidade e Independência como Valores Supremos

A presidente em exercício reiterou que a dignidade do povo venezuelano é o principal escudo para preservar a integridade territorial e a independência nacional. “Não pode haver paz econômica sem paz social”, declarou, guiada, segundo ela, pelo ideal de Simón Bolívar de trazer felicidade ao povo e garantir o futuro das crianças. Rodríguez também criticou veementemente aqueles que celebram a agressão estrangeira contra o país, questionando sua venezolanidade.

Apelo por Convivência Democrática e Posição Russa

Em seu discurso, Delcy Rodríguez fez um apelo a toda a Venezuela pela preservação da convivência democrática em meio à diversidade. “Existem valores supremos, e um deles é a paz, que deve nos unir; um valor supremo é a independência, a dignidade da Venezuela, que deve nos unir”, afirmou. Paralelamente, o governo russo reiterou sua posição contra o que descreveu como “sequestro e transferência forçada” do presidente Nicolás Maduro, considerando a libertação do chefe de Estado e da primeira-dama Cilia Flores um passo essencial para a restauração do direito internacional e um precedente perigoso para a segurança de Estados soberanos.

Fonte: www.brasildefato.com.br

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