Paris se Distancia de Iniciativa Americana
A França não tem planos de aderir ao “Conselho de Paz” proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a Faixa de Gaza. A decisão de Paris, conforme reportado pelo jornal Le Monde com base em fontes do Palácio do Eliseu, decorre de preocupações de que a iniciativa americana levanta “questões importantes” relacionadas aos princípios das Nações Unidas e que seu escopo se estende para além da questão palestina.
Críticas à Carta de Princípios
As fontes francesas indicaram que a “carta de princípios” da proposta de Trump “vai além do âmbito restrito de Gaza, contrariando as expectativas iniciais”. Um ponto central de discórdia é o questionamento a “questões importantes”, especialmente o respeito pelos princípios e pela estrutura das Nações Unidas, que, segundo Paris, “não podem ser questionados em hipótese alguma”.
Compromisso com o Multilateralismo
Em uma declaração separada, o Ministério das Relações Exteriores da França reforçou o compromisso do país com as Nações Unidas, descrevendo-a como a “pedra angular do multilateralismo eficaz”. A pasta ressaltou que, na ONU, “o direito internacional, a igualdade soberana dos Estados e a resolução pacífica de disputas prevalecem sobre a arbitrariedade, a política de poder e a guerra”.
Amplo Escopo e Custos da Iniciativa
Originalmente concebido para supervisionar a reconstrução de Gaza, o “Conselho de Paz” de Trump, segundo o estatuto divulgado, tem um objetivo mais amplo: contribuir para a resolução de conflitos armados em todo o mundo, sem mencionar explicitamente o território palestino. A iniciativa também prevê um modelo de participação financeira, onde países membros poderiam permanecer por períodos maiores mediante um pagamento substancial. O Canadá, por exemplo, já sinalizou que “não irá pagar” para ter um assento permanente no Conselho Executivo.
Outras Reações Internacionais
A proposta de Trump gerou reações diversas entre os líderes mundiais. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, mostrou-se receptiva à ideia. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, ainda está avaliando a indicação. O presidente russo, Vladimir Putin, também recebeu o convite, enquanto o presidente argentino, Javier Milei, expressou “ser uma honra” ter sido lembrado como convidado.
Fonte: www.brasildefato.com.br
