Cuba denuncia agressão militar e exige respeito à soberania venezuelana
Em um discurso veemente na Tribuna Anti-imperialista José Martí, o presidente de Cuba, Miguel Mario Díaz-Canel Bermúdez, condenou enfaticamente o que descreveu como um ato de ‘terrorismo de Estado’ perpetrado pelos Estados Unidos contra a Venezuela. A ação, que teria resultado no ‘sequestro inaceitável, vulgar e bárbaro’ do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foi classificada como um ataque criminoso à América, uma violação da soberania venezuelana e um desrespeito ao Direito Internacional.
‘Este não é o vosso quintal’, afirma Díaz-Canel em repúdio à Doutrina Monroe
Díaz-Canel rejeitou a Doutrina Monroe, declarando que a América Latina não é um território em disputa ou um ‘quintal’ dos Estados Unidos. Ele enfatizou que a terra de Simón Bolívar é sagrada e que um ataque à Venezuela é um ataque a toda a América digna. O presidente cubano comparou a ação a crimes contra a humanidade cometidos por Israel na Faixa de Gaza e alertou que a ameaça se estende a toda a humanidade, baseada na falaciosa doutrina da ‘paz pela força’.
Riquezas naturais venezuelanas como motivo para intervenção, segundo Cuba
O presidente cubano argumentou que o objetivo real por trás da intervenção dos EUA não é Maduro ou o combate ao narcotráfico, mas sim o petróleo e os recursos naturais da Venezuela. Ele acusou Donald Trump e seus aliados de cinismo ao desviarem o foco das riquezas venezuelanas, citando declarações que, segundo ele, confirmam o interesse imperialista. Díaz-Canel destacou que a Revolução Bolivariana, um ‘bastão de resistência ao imperialismo’, também é um alvo.
Apelo por mobilização internacional e defesa da verdade
Diante do que chamou de ‘ato indignante de terrorismo de Estado’, Miguel Díaz-Canel conclamou a comunidade internacional a se mobilizar e articular na denúncia. Ele ressaltou a falta de provas concretas para as acusações de narcoterrorismo contra o governo venezuelano, sugerindo que tais narrativas são fabricadas para justificar a intervenção. O presidente cubano finalizou com um chamado à união dos povos contra o fascismo e a barbárie imperial, citando a advertência de Che Guevara: ‘Não se pode confiar no imperialismo, nem um pouco’.
Fonte: www.brasildefato.com.br
