Khamenei Culpa EUA e Israel por Milhares de Mortes em Protestos no Irã e Chama Trump de ‘Criminoso’

Acusações de Interferência Externa

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, declarou neste sábado (17) que os Estados Unidos e Israel são os responsáveis pelas mortes de “milhares” de pessoas durante as recentes manifestações no país. Esta é a primeira vez que Khamenei se pronuncia sobre um número de vítimas fatais desde que os protestos tiveram início em 28 de dezembro. Em um discurso proferido em celebração ao Eid al-Mab’ath, Khamenei acusou diretamente o presidente dos EUA de ter “encorajado abertamente os arruaceiros” e afirmou que, “nos bastidores, os Estados Unidos e o regime sionista lhes deram assistência”. O líder iraniano classificou o ex-presidente Donald Trump como um “criminoso”.

Categorização dos Manifestantes

Segundo o aiatolá, os manifestantes podem ser divididos em duas categorias. A primeira seria composta por “agentes” cuidadosamente selecionados por agências de inteligência americanas e israelenses. A segunda categoria incluiria adolescentes e jovens que foram influenciados pelo primeiro grupo. Khamenei alegou que esses indivíduos foram “equipados com armas brancas, também com armas de fogo contrabandeadas para dentro do país e distribuídas entre os elementos da insurreição”.

Danos Materiais e Bloqueio de Informações

O líder supremo também atribuiu aos manifestantes a destruição de aproximadamente 250 mesquitas, mais de 250 centros de educação e ciência, além de danos em instalações de energia, bancos, complexos médicos e armazéns. Nos últimos dias, o acesso a informações sobre a situação no Irã tem sido dificultado pelo bloqueio governamental aos serviços de internet, impedindo o acesso a sites de notícias estatais.

Estimativas de Vítimas e Prisões

Em contraste com as declarações de Khamenei, a organização Human Rights Activists in Iran, sediada nos Estados Unidos, informou até esta sexta-feira (16) que 3.090 pessoas morreram nos protestos e outras 3.882 mortes estavam sob investigação. A entidade também relatou que mais de 22 mil pessoas foram presas. Os protestos, que começaram motivados pela desvalorização da moeda local, inflação e aumento do custo de vida, rapidamente evoluíram para manifestações contra o governo do aiatolá Ali Khamenei.

Fonte: www.brasildefato.com.br

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