Cuba Reafirma Direito ao Comércio Livre
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, defendeu veementemente o direito de seu país de importar combustível de qualquer mercado disposto a comercializar, sem interferências externas. A declaração surge como resposta direta às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de cortar o envio de petróleo venezuelano para a ilha. Rodríguez rebateu as acusações de Trump de que Cuba recebe o combustível em troca de ‘serviços de segurança’ para o governo venezuelano, afirmando que, diferentemente dos EUA, Cuba não se dedica a ‘mercenarismo, chantagem ou coerção militar’.
Trump Acusa Cuba e Ameaça com Corte de Suprimentos
As declarações de Rodríguez foram uma resposta a um novo ataque de Donald Trump, proferido anteriormente pelas redes sociais. Trump alegou que a Venezuela conta com a proteção dos Estados Unidos e relacionou a presença de combatentes cubanos no país à oferta de petróleo. Ele chegou a sugerir que Cuba deveria fazer um acordo ‘antes que seja tarde demais’, indicando a possibilidade de cortar o fornecimento de combustível.
Presidente Cubano Classifica Declarações de Trump como ‘Histéricas’
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, também se manifestou sobre as declarações de Trump, classificando-as como ‘histéricas’. Em sua conta na plataforma X, Díaz-Canel afirmou que Cuba não agride, mas é vítima de agressões por parte dos EUA há 66 anos. Ele ressaltou que a ilha não faz ameaças, mas se prepara para defender sua pátria. O presidente cubano também atribuiu as ‘severas carências econômicas’ de Cuba às ‘medidas draconianas de asfixia extrema’ impostas pelos EUA há seis décadas, como consequência da discordância com o regime político cubano.
Contexto de Tensão e Controle Petrolífero
O episódio ocorre em um contexto de crescente tensão entre os Estados Unidos e os governos de Cuba e Venezuela. Após a invasão à Venezuela nos primeiros dias de janeiro, Trump declarou que os Estados Unidos assumiriam a gestão da produção de petróleo venezuelano. Essa política de intervenção e sanções tem sido alvo de críticas por parte dos países afetados e de seus aliados, que defendem a soberania nacional e o direito ao livre comércio.
Fonte: www.brasildefato.com.br
