Nova onda de bombardeios americanos contra o Irã
Os Estados Unidos iniciaram uma nova série de bombardeios contra o Irã na noite deste sábado, 18 de julho de 2026. A ação, ordenada pelo Comando Central americano (CENTCOM), é uma resposta direta à morte de dois militares dos EUA na Jordânia, vítimas de mísseis balísticos e drones iranianos. Segundo o CENTCOM, a ofensiva tem como objetivo principal neutralizar a capacidade do Irã de ameaçar a navegação no estratégico Estreito de Ormuz e retaliar o ataque que resultou nas fatalidades.
Vítimas americanas e escalada do conflito
As mortes confirmadas na base americana na Jordânia marcam as primeiras baixas militares dos EUA desde a retomada da intensificação dos confrontos com Teerã em 7 de julho, após o rompimento de um acordo provisório de cessar-fogo. Um terceiro militar americano ainda está desaparecido, e outros quatro, que haviam sido hospitalizados na Jordânia, já receberam alta. Com os novos óbitos, o número total de militares americanos mortos desde o início do conflito, em fevereiro, ascende a 16.
Ataques iranianos a alvos civis e condenação internacional
A resposta americana ocorre em um contexto de novos ataques iranianos direcionados a infraestruturas civis no Golfo. Neste sábado, o Irã realizou seu segundo ataque em dois dias contra instalações no Kuwait, danificando uma unidade petrolífera e provocando um incêndio. Paralelamente, linhas de produção em uma usina elétrica e em uma planta de dessalinização foram interrompidas. O Conselho de Cooperação do Golfo classificou esses ataques a alvos civis como “crimes de guerra”. Cidades iranianas também foram alvos de bombardeios americanos na madrugada de sábado. A ministra de Rodovias e Desenvolvimento Urbano do Irã, Farzaneh Sadegh, acusou os EUA de mirar vias de transporte do país, enquanto autoridades da província de Hormozgan relataram a destruição de uma estação de bombeamento de água do mar e de um transformador de uma planta de dessalinização na região.
Promessa de retaliação e ameaças iranianas
Em resposta à morte dos soldados americanos, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu impor aos Estados Unidos uma “lição inesquecível”. Ele declarou que a retomada dos ataques americanos demonstra a falta de credibilidade das palavras do presidente dos EUA. Um assessor do aiatolá já havia alertado na véspera que o Irã poderia entrar em “fase de ofensiva total” caso os bombardeios americanos persistissem por mais dois ou três dias. O conflito, que teve início em 28 de fevereiro com uma ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos contra o Irã, foi brevemente interrompido por um cessar-fogo em abril, mas a violência escalou novamente após a ruptura do acordo no início deste mês. Os confrontos diários têm sido acompanhados por incidentes marítimos no Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio mundial de combustíveis fósseis.
Fonte: exame.com