Governo Brasileiro Acusa Flávio Bolsonaro de Provocar Sanções Americanas
O Palácio do Planalto reagiu com veemência ao relatório preliminar do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que propõe a imposição de tarifas de importação de 25% sobre produtos brasileiros. Em nota oficial, o governo atribuiu o risco de sanções a uma suposta “sabotagem” orquestrada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticando o que considera uma tentativa de “ingerência” americana em assuntos internos do Brasil.
Família Bolsonaro no Centro da Crise Tarifária, Diz Planalto
Segundo o Executivo, a investigação do USTR, que resultou na recomendação das novas tarifas, foi instaurada “por provocação da família Bolsonaro”. O governo alega que a recente viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington foi um exemplo de tentativa de influenciar decisões americanas em detrimento dos interesses nacionais. “É lastimável que todo o trabalho de diálogo e articulação que o governo brasileiro tem feito… seja sabotado por interesses meramente eleitorais e familiares”, declarou o Planalto, que também mencionou o envolvimento pessoal dos presidentes Lula e Trump nas negociações.
USTR Aponta Seis Frentes de Crítica ao Comércio Brasileiro
O relatório do USTR, baseado na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, concentra suas acusações em seis áreas principais. Entre elas, estão decisões brasileiras contra empresas de tecnologia americanas, o papel do Banco Central no Pix, tarifas preferenciais concedidas pelo Brasil a México e Índia, falhas no combate ao desmatamento ilegal, tratamento desigual ao etanol americano e lentidão na análise de patentes. O documento também critica o Brasil no enfrentamento à corrupção, citando a anulação de processos da Lava Jato e a piora em indicadores internacionais.
Governo Brasileiro Refuta Alegações e Defende Soberania
Em resposta às críticas, o governo brasileiro rebateu cada ponto levantado pelo USTR. O Planalto afirmou que não há discriminação contra empresas norte-americanas no comércio digital e que o Pix opera de forma neutra. Sobre os acordos comerciais do Mercosul, argumentou que não restringem o acesso de produtos americanos. O governo destacou ainda os mecanismos sólidos de combate à corrupção, o protagonismo dos EUA no sistema de propriedade intelectual brasileiro e a abertura do programa de biocombustíveis. Por fim, ressaltou a redução recente do desmatamento e a meta de desmatamento zero até 2030, acusando os próprios EUA de manterem barreiras a produtos brasileiros. A nota conclui com um alerta sobre “traidores da pátria” e a necessidade de defender a soberania nacional.
Fonte: www.congressoemfoco.com.br
