Flávio Bolsonaro nega apoio de Trump e pede que EUA declarem PCC e CV como terroristas em visita à Casa Branca

Visita à Casa Branca e ausência de apoio eleitoral

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (26) que não recebeu qualquer declaração de apoio eleitoral do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante sua visita à Casa Branca. Em coletiva de imprensa, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ressaltou que jamais solicitaria tal intervenção em sua disputa contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Não tem declaração de nada de apoio, como não deveria ter, como não poderia ter e como eu jamais pediria que isso acontecesse”, declarou Flávio, enfatizando que esse tipo de interferência não é admitido.

Saúde de Jair Bolsonaro e convite de Trump

Flávio Bolsonaro relatou ter sido recebido com cordialidade por Donald Trump, que, segundo o senador, iniciou a conversa perguntando sobre a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro e as condições de sua prisão. “A primeira coisa que ele fez foi perguntar sobre a saúde do meu pai, perguntou sobre as condições da prisão, como ele está e como a família está lidando com isso. Isso foi um gesto humano. E ficamos com profunda gratidão”, disse em coletiva. O senador também destacou que a viagem para Washington foi um convite direto da Casa Branca, sem envolvimento de empresários, em meio a questionamentos sobre suas relações com o empresário Daniel Vorcaro.

Crítica ao governo Lula e significado da visita

Ao comentar a disputa eleitoral brasileira, Flávio Bolsonaro classificou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como “catastrófico” e considerou sua visita à Casa Branca como um marco para sua campanha. “Isso é inédito na história do Brasil. Nunca antes um presidente dos Estados Unidos recebeu no Salão Oval um pré-candidato à presidência da República em pleno ano eleitoral. Isso não é coincidência”, afirmou, acrescentando que a recepção demonstra que “a alternativa ao governo Lula tem nome”.

Pedido para classificar PCC e CV como terroristas

Durante o encontro, Flávio Bolsonaro declarou ter solicitado a Donald Trump que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam designados como entidades terroristas. “Ao contrário de Lula, pedi a ele [Trump] que declare as facções como terroristas”, disse. O governo brasileiro se opõe a essa designação, temendo que ela abra margem para operações militares americanas em território nacional e dificulte relações comerciais. Trump teria respondido que analisaria a questão. A visita de Flávio ocorreu após um encontro entre Lula e Trump em 7 de maio.

Relações com Daniel Vorcaro sob investigação

A visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca ocorre em um momento em que ele enfrenta escrutínio sobre sua proximidade com o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, que destinou R$ 61 milhões para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro. O site Intercept Brasil publicou mensagens que indicam conversas entre Flávio e Vorcaro para agendar encontros, o que o senador confirmou, negando irregularidades. Paralelamente, investigações sobre fraudes financeiras atribuídas a Vorcaro avançam, com a prisão de seu pai, Henrique Vorcaro, sob suspeita de atuar como operador financeiro e de intimidar adversários.

Fonte: exame.com

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