Associação de Delegados de Polícia do Estado de Sergipe emite nota de repúdio
A Associação de Delegados de Polícia do Estado de Sergipe (Adepol-SE) manifestou repúdio à declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que, ao criticar o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), utilizou a expressão “colegas milicianos”. A entidade considera que a fala do ministro atinge a honra da classe dos delegados de forma indireta, mas inequívoca.
Críticas à CPI e a fala de Gilmar Mendes
O episódio ocorreu na terça-feira (14), quando Gilmar Mendes criticou o parecer do senador Vieira na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. Vieira, que antes de ingressar na política atuava como delegado, havia pedido o indiciamento de Mendes, dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade. O relatório, no entanto, foi derrubado no último dia de atividades do colegiado.
Defesa da classe policial e do senador
Em nota publicada na quinta-feira (16), a Adepol-SE argumentou que, ao mencionar “colegas”, o ministro Gilmar Mendes estaria se referindo aos demais delegados do Estado de Sergipe. A associação ressaltou que não se pode admitir qualquer insinuação genérica que associe delegados de polícia a práticas criminosas, especialmente sem base concreta, sob pena de macular injustamente toda uma instituição. A entidade reiterou ainda que o senador Alessandro Vieira jamais foi vinculado a atividades criminosas e é amplamente reconhecido por sua postura apartidária.
Repercussão e contexto da CPI
A declaração do ministro do STF gerou forte reação na classe policial, que vê na fala uma generalização indevida e um desrespeito à honra e à dignidade da profissão. O contexto da CPI do Crime Organizado, que teve um relatório polêmico e foi palco de intensos debates, adiciona camadas de tensão à polêmica envolvendo o ministro Gilmar Mendes e o senador Alessandro Vieira.
Fonte: www.congressoemfoco.com.br
