Relator lamenta falta de tempo para concluir apurações importantes
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), negou o pedido de prorrogação do funcionamento da CPI do Crime Organizado. A decisão, comunicada ao relator da comissão, Alessandro Vieira (MDB-SE), impede que o colegiado tenha mais tempo para analisar um grande volume de documentos e dados sigilosos coletados durante as investigações. Segundo Vieira, o parecer final da CPI deverá ser entregue para votação até o dia 14.
Ano eleitoral como justificativa para o veto
Em conversa com jornalistas, Alessandro Vieira informou que Alcolumbre justificou sua negativa citando o ano eleitoral como um fator que desaconselha a continuidade de uma CPI em andamento. Vieira, no entanto, classificou a decisão como um “grande desserviço para a nação”, argumentando que a comissão ainda possui assuntos cruciais a serem analisados e que a falta de tempo comprometerá a profundidade das apurações.
Decisão do STF e o entendimento sobre CPIs
O relator também mencionou ter discutido com Alcolumbre a instalação da CPI do Banco Master, sobre a qual o presidente reforçou que “não vai fazer instalação de nenhuma CPI por vontade própria”. Vieira criticou ainda uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, afasta a obrigatoriedade da leitura de requerimentos de prorrogação, contrariando o regimento do Senado e a Constituição.
Trabalho intenso para concluir o relatório
Diante da recusa na prorrogação, as equipes técnicas da CPI do Crime Organizado intensificaram os trabalhos para compilar e cruzar as informações necessárias para a elaboração do relatório final. Apesar das limitações de tempo, a comissão ainda pretende realizar oitivas com figuras importantes, como o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A tentativa de ouvir o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre a fraude do Banco Master, segue pendente de resposta à intimação.
Fonte: www.congressoemfoco.com.br
