Simone Tebet se filia ao PSB e mira Senado por São Paulo em chapa com Haddad e Alckmin

Nova Casa Política

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, anunciou neste sábado (21) sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). A decisão marca o fim de uma trajetória de 29 anos no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido pelo qual Tebet construiu sua carreira política. A nova sigla será o palco para sua candidatura a uma das vagas de Senador por São Paulo, integrando a chapa majoritária com o vice-presidente Geraldo Alckmin, também do PSB, e o ex-ministro Fernando Haddad.

Agradecimento e Novos Horizontes

Em suas redes sociais, Tebet expressou gratidão ao MDB pelo apoio ao longo de sua carreira, destacando o papel histórico do partido como reduto democrático durante a ditadura militar. Ela também ressaltou o significado de se juntar ao PSB, sigla que, segundo ela, foi reconstruída por brasileiros que lutaram pela redemocratização após ter seu registro cassado pelo regime. “Partido que agora me abraça, me acolhe e me convida a construir, juntos, o país dos nossos melhores sonhos”, declarou a ministra.

Visão do PSB

A executiva nacional do PSB saudou a filiação de Tebet, descrevendo-a como uma figura que possui “firmeza moral, experiência institucional, capacidade de dialogar com o Brasil real, coragem cívica e compromisso democrático”. Para o partido, a entrada da ministra na legenda representa um “encontro”, e não apenas uma adesão. O PSB acredita que Tebet chega à disputa pelo Senado “consciente de que São Paulo e o Brasil precisam de menos espetáculo e mais substância, menos bravata e mais grandeza, menos cálculo miúdo e mais ambição”.

Estratégia Eleitoral

A filiação de Simone Tebet ao PSB é vista como um movimento estratégico para compor a chapa governista em São Paulo, alinhada às pretensões do presidente Lula. A migração tornou-se necessária devido à configuração política no estado, onde o MDB paulista integra a coligação do governador Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição. A definição sobre qual cargo Geraldo Alckmin e Fernando Haddad disputarão – Senado ou Governo – ainda aguarda oficialização, mas pesquisas recentes, como a do Instituto Datafolha, indicam forte desempenho do trio na disputa pelo Senado.

Fonte: www.congressoemfoco.com.br

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