Pedido de Vista de Zanin Adia Decisão no STF
O julgamento da denúncia contra o pastor Silas Malafaia no Supremo Tribunal Federal (STF) foi suspenso nesta quarta-feira (11) após um pedido de vista do ministro Cristiano Zanin. A Primeira Turma da Corte analisava a acusação apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR) por crimes de injúria e calúnia contra generais do Exército. O pedido de vista, por praxe, pode adiar a análise do processo em até 90 dias.
Desembargador Relator Vota Pelo Recebimento da Denúncia
O julgamento teve início com o voto do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, que se manifestou favoravelmente ao recebimento da denúncia formulada pela PGR. Moraes também rejeitou os argumentos da defesa de Malafaia, que alegavam a incompetência do STF para julgar a matéria. Neste momento, o STF avalia apenas se existem indícios suficientes para a abertura de uma ação penal contra o pastor. Caso a denúncia seja acatada, Malafaia se tornará réu e o processo seguirá para uma nova fase de julgamento, focada na avaliação de uma possível condenação.
Acusações Referem-se a Declarações em Ato na Avenida Paulista
A denúncia, enviada à Suprema Corte em dezembro, aponta que Silas Malafaia teria proferido declarações ofensivas contra generais do alto escalão do Exército durante uma manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, em abril de 2025. Entre os militares citados nas declarações, está o comandante da Força, Tomás Paiva. Na ocasião, o pastor teria chamado os comandantes de “cambada de frouxos” e “cambada de covardes”, afirmando que eles não honravam as fardas que vestiam. De acordo com a PGR, o discurso foi posteriormente divulgado no perfil de Malafaia nas redes sociais, o que teria ampliado o alcance das acusações.
PGR Argumenta Calúnia e Injúria com Agravantes
Adicionalmente, a denúncia sustenta que o pastor imputou falsamente a prática de crime militar aos oficiais ao comentar a prisão do general Walter Braga Netto. Para a Procuradoria Geral da República, as afirmações feitas por Malafaia configuram os crimes de calúnia e injúria. A PGR também aponta a existência de agravantes, uma vez que as ofensas foram direcionadas a autoridades públicas em razão de seus cargos e disseminadas em ambiente virtual, o que aumentaria a gravidade dos atos.
Fonte: www.brasildefato.com.br
